Savannah Bananas: Entenda como um time amador transformou o beisebol em entretenimento
Existe uma atração nos Estados Unidos em que o dono anda pelo estádio de terno amarelo, mulheres de mais de 65 anos fazem uma coreografia completa de dança antes do jogo, uma banana musculosa interage com os fãs e tem gente correndo com perna de pau.
Ah, e tudo isso é uma partida de beisebol.
É o que acontece com o fenômeno do Savannah Bananas .
A história do clube começa com Jesse Cole comprando um time de liga universitária de verão com o estádio praticamente vazio.
Em vez de tentar melhorar o beisebol que estava jogando, ele decidiu que o problema era o próprio beisebol (quando jovem, ele mesmo falou que se sentia entediado no banco de reservas quando jogava), então resolveu mudar o produto inteiro: criou o Banana Ball, uma versão do esporte desenhada para não deixar um minuto da experiência sem entretenimento.
Hoje, o Savannah Bananas roda os Estados Unidos em turnê, sem vínculo com a MLB, enfrentando outros times que existem só dentro desse circuito, como Party Animals e Firefighters, e costuma lotar estádios de futebol americano e universidades por onde passa.
Mudando as regras do beisebol… literalmente E é interessante entender as regras.
Não existem jogadas táticas que diminuem o ritmo do jogo, como por exemplo o chamado “bunt”, aquela tacada fraca e proposital que só serve para avançar o jogo devagar.
Quem tenta, é expulso na hora.
O jogo tem limite de duas horas, nada além disso.
E, talvez a mais bizarra de todas: se um torcedor pegar uma bola “foul” no ar, o rebatedor está automaticamente fora, o que dá ao torcedor um poder de influência direta no resultado do jogo.
O próprio dono do time, que se veste com um traje social completo amarelo e chapéu, e anima a torcida nos jogos, disse que tem 50 coisas diferentes acontecendo antes de cada partida começar: jogadores dançando, vovós dançando (chamadas de Banana Nanas), esquetes, interação constante com o público e por aí vai ( se aprofunde aqui ).
Tim Kurkjian, veterano analista de beisebol da ESPN, resumiu sua experiência: “Essa é a coisa mais estúpida que eu já vi.
Eu amei”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.