Os seis senadores que se ausentaram ou não votaram a favor do fim da escala 6×1
A PEC do fim da escala de trabalho 6×1 foi aprovada em duas instâncias no Senado na noite de ontem, com 75 votos a favor, inclusive o do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou os últimos meses se colocando contra a proposta e defendendo um projeto paralelo que flexibilizaria a jornada dos trabalhadores.
Assim, do total de 81 senadores que há no Congresso Nacional, seis deles ficaram de fora da aprovação.
Confira abaixo quais políticos não votaram a favor ou não compareceram à sessão.
O único parlamentar que votou contra foi o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República de Jair Bolsonaro.
Eleito em 2022 e com mandato garantido até 2030, Mourão se viu à vontade para dizer “não” ao projeto, mesmo em período eleitoral.
Diferentemente dele, outros quatro senadores do PL se ausentaram da votação e, por isso, não se manifestaram formalmente sobre o projeto.
Foram eles: Continua após a publicidade Ciro Nogueira (PP-PE) , ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro; Marcio Bittar (PL-AC) , senador reeleito pelo Acre em 2026; Sergio Moro (PL-PR) , ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro e governador eleito do Paraná no primeiro turno de 2026; Rogério Marinho (PL-RN) , coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e autor de uma proposta alternativa.
Além deles, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) também não votou porque é o presidente do Senado e deve ficar de fora, seguindo o regramento da casa, já que ele está conduzindo todos os trabalhos da votação.
Em nota, Moro justificou a abstenção dizendo que acredita que um “tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho” precisava ter sido mais discutido antes de uma decisão por mudança.
“Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo.
O período eleitoral não é o momento adequado para esse debate.
Por esse motivo, optei por não votar a proposta da assim denominada PEC 6 por 1”, escreveu.
Continua após a publicidade Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo.
O período eleitoral não é o momento adequado para esse debate.
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