Super El Niño pode ser o mais devastador desde início dos registros
O El Niño que acontece entre o fim de 2026 e o início de 2027 pode ser o mais devastador da história.
De acordo com a Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno pode se tornar um dos episódios mais intensos já registrados desde 1950, quando iniciaram os registros.
A agência estima mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte até 2027 e 69% de probabilidade de que o episódio seja histórico, superando a intensidade dos eventos anteriores .
Neste cenário, a anomalia da temperatura da superfície do mar na região poderia atingir 2,5°C ou mais durante o último trimestre de 2026.
Leia Mais Análise: El Niño intenso pode ter efeitos parcialmente atenuados El Niño chegou e pode ser "muito forte", diz agência dos EUA El Niño 2026 e 2027: é possível prever seus impactos futuros? Super El Niño: chega a 95% as chances de um evento fortíssimo no fim de ano | CNN NOVO DIA Aquecimento no Pacífico Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há 95% de chance de um evento fortíssimo ocorrer entre outubro e dezembro de 2026.
De acordo com a previsão, o hemisfério Norte deve ser o mais afetado no período.
Os sinais de fortalecimento do fenômeno já aparecem nas medições do Pacífico Equatorial .
De acordo com o relatório divulgado em 13 de agosto, as anomalias de temperatura da superfície do mar ultrapassaram 2°C no Pacífico Equatorial Leste em julho.
No mesmo mês, o índice Niño 3.4 registrou +1,4°C, enquanto o Niño 3 chegou a +1,7°C e o Niño 1+2 atingiu +2,9°C.
O oceano também apresenta uma grande quantidade de calor acumulado abaixo da superfície: as anomalias de temperatura chegaram a +10°C em profundidade em determinadas áreas.
O gráfico de evolução das temperaturas do Pacífico mostra a rápida mudança observada ao longo de 2026 .
Os índices, que permaneceram negativos durante boa parte de 2025 e no início de 2026, passaram a subir a partir dos primeiros meses deste ano, com aceleração especialmente evidente nas regiões Niño 3 e Niño 1+2.
El Niño no Brasil No Brasil, o El Niño costuma produzir efeitos diferentes conforme a região.
Os primeiros reflexos já foram observados no Sul, onde julho terminou com chuvas entre 30% e 90% acima da média, dependendo da localidade.
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