Relatório do Pentágono alerta que prolongar guerra com Irã é insustentável
Líderes militares dos Estados Unidos alertaram o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que a manutenção de operações em larga escala contra o Irã é insustentável e prejudica a prontidão em outras regiões globais.
De acordo com apuração do The Washington Post que cita documentos confidenciais, comandantes de diversas áreas expressaram discordância formal quanto à extensão do destacamento de tropas, navios e aeronaves, que estariam sendo desviados de missões críticas na Europa e no Pacífico.
Líderes militares dos comandos da Europa (EUCOM), do Pacífico (PACOM) e do Sul (SOUTHCOM), juntamente com o principal almirante da Marinha, discordaram contra a ordem de estender o desdobramento de suas forças na região, mas afirmaram que cumprirão a determinação.
Leia Mais Chefe do Pentágono ameaça Irã com retomada de ataques caso não haja acordo EUA "estarão ocupados esta noite" atacando instalações do Irã, diz Hegseth Hegseth cancela viagem a Israel em meio à escalada de tensões no Golfo A Marinha, em particular, é a mais impactada por aplicar o bloqueio aos portos iranianos .
O Almirante Daryl Caudle alertou Hegseth que apenas cerca de um quarto da frota de destróieres do país está pronta para ser mobilizada , uma queda drástica em relação aos níveis anteriores à guerra .
Além disso, o único porta-aviões dedicado à dissuasão contra a China no Pacífico, o USS George Washington , precisou ser deslocado para o Oriente Médio para substituir o USS Abraham Lincoln, que está em missão há mais de 300 dias.
Embora o governo Trump mantenha uma postura de pressão total contra Teerã, a cúpula militar enfatiza que o conflito de seis meses já exauriu estoques de munições vitais e compromete a defesa do próprio território americano.
Redução drástica do estoque de armas críticas para a guerra O impasse revela um conflito crescente entre os objetivos estratégicos da Casa Branca e a capacidade logística limitada das Forças Armadas para sustentar uma guerra sem prazo para acabar.
O conflito praticamente esgotou os estoques dos Estados Unidos de interceptadores de defesa aérea Patriot e THAAD – sistema de defesa antimísseis que pode destruir mísseis balísticos de curto, médio e intermediário alcance – , mísseis de longo alcance Tomahawk e resultou na perda de aproximadamente 25% da frota de drones Reaper do Pentágono, além de gerar bilhões de dólares em danos estruturais a bases americanas .
O impacto limita a capacidade do governo americano de reescalar a guerra.
Ao realocar navios, sistemas de defesa aérea e aeronaves de monitoramento de outros comandos para apoiar o CENTCOM, o Comando Central no Irã , os EUA reduziram sua capacidade de defesa interna e de treinamento.
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