Da periferia à Faria Lima: os obstáculos de um consultor até o primeiro milhão
Antes de virar amigo e sócio de Thiago Nigro e diretor comercial da Portfel — consultoria do Grupo Primo —, Ricardo Silva trabalhou em circo-escola, entregou currículo de porta em porta, vendeu vale-refeição para pagar a faculdade e chegou a comer marmita na calçada de uma corretora.
Se alcançou o sonhando primeiro milhão de reais antes dos 30 anos — hoje ele tem 36 —, não foi por falta de obstáculos.
No caminho, Rick usou terno com ombreiras digno de “Didi Mocó”, teve “piriri” diante de um cliente milionário e usou partidas de League of Legends (LoL) como combustível para trabalhar mais.
A distância entre a Brasilândia e a Faria Lima pode ser medida em quilômetros — mais precisamente, 21 —, mas na trajetória de Silva pareceu ainda maior: envolveu roupa, dinheiro, repertório cultural, contatos e a dificuldade de conseguir uma entrevista de emprego.
No começo da carreira, a própria origem já carregava um peso extra.
A Brasilândia — bairro da zona norte — ocupa o último lugar no ranking de qualidade de vida entre os 96 distritos de São Paulo, segundo o Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo.
Para completar, a situação familiar do então jovem Silva — sobrenome de um a cada seis brasileiros — também não era as melhores.
Os pais concluíram o ensino médio, mas não fizeram faculdade.
O pai trabalhava por conta própria com serviços de elétrica.
Foi desse ponto de partida que Rick — apelido que ganhou no caminho — começou uma carreira que passaria por corretoras, banco, assessoria de investimentos, sociedade com Thiago Nigro e, finalmente, a Portfel.
“Eu venho de um lugar de onde poucas pessoas conseguem sair”, admite Silva.
Leia também: “Pão quente”: a receita da Magno Investimentos para liderar ranking de atendimento Aos 36 anos, Rick Silva virou exemplo para outros jovens vindos da periferia: o propósito que tenho hoje é ajudar até onde eu posso” (Foto: Divulgação/Portfel) Da Brasilândia ao circo-escola O primeiro passo profissional veio ainda na adolescência.
Aos 14 anos, Silva fazia um curso de hardware, pago pelo pai.
O desempenho lhe rendeu a oportunidade de trabalhar no próprio local em troca da bolsa do curso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.