Flávio Bolsonaro cobra Meta no TSE e também se diz prejudicado após restrições contra Lula
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A equipe jurídica pede que Flávio entre como terceiro interessado na representação apresentada pela campanha de seu adversário, o presidente Lula (PT) , que no último dia 9 levou ao tribunal a acusação de que a empresa americana estaria interferindo na disputa eleitoral a favor do candidato do PL.
Agora é Flávio quem afirma estar sendo prejudicado pela empresa. "A negligência da Meta está a converter a vida da campanha de Flávio e do Tribunal Superior Eleitoral num eterno e inaceitável enxugar de gelo", diz o documento.
Procurada, a empresa afirmou que "não toma partido nesta nem em nenhuma outra eleição". "Alegações de que favorecemos qualquer uma das campanhas na disputa presidencial no Brasil não têm fundamento. Continuaremos a aplicar nossas regras, cumprindo a legislação eleitoral brasileira e corrigindo erros."
No dia 9 de outubro, o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens feitas no Instagram por quase 24 horas.
Nas conversas internas às quais a Folha teve acesso, executivos da empresa também falaram sobre a possibilidade de divulgar casos de falhas que afetariam também o candidato do PL, para desfazer a narrativa de que haveria interferência a seu favor.
Na quarta-feira (14), o PT voltou a acionar o TSE após ter registrado que a inteligência artificial da Meta se recusava a criar material de campanha para o presidente, ao mesmo tempo que atendia pedidos semelhantes em relação ao senador.
Na quinta (15), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta adotasse medidas para garantir tratamento igualitário às campanhas, prevendo multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
"Se a isonomia é de regras e de critérios, como corretamente assentou a decisão, novas diligências devem ser ordenadas pela Meta, agora consideradas as denúncias da campanha adversária", diz a manifestação da campanha de Flávio.
No mesmo dia, a campanha ingressou com a manifestação no tribunal, pedindo que a Meta seja obrigada a impedir ações irregulares de uma série de páginas que, segundo a equipe, já impulsionaram conteúdos negativos contra Flávio.
A campanha também pede que a empresa vede o impulsionamento de fatos inverídicos ou "gravemente descontextualizados". Os advogados querem ainda que a Meta "se abstenha de aprovar e de entregar impulsionamento de propaganda negativa contra qualquer das candidaturas que disputam o segundo turno".
Como mostrou o Painel , ainda que prometa em seu programa um "tesouraço na censura", Flávio já pediu, em uma única ação, o bloqueio de 32 perfis alinhados a Lula, sob o argumento de que estariam espalhando notícias falsas. O candidato também está numa ofensiva jurídica para tentar derrubar peças do petista que insinuam que haverá cortes em programas sociais caso Flávio seja eleito.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.