Eventos corporativos movimentam milhões e enfrentam desafios no planejamento financeiro
O mercado de eventos corporativos reúne desde confraternizações de fim de ano até lançamentos de produtos e viagens de incentivo que podem mobilizar milhões de reais.
No comando da Eventesse, agência de live marketing com 16 anos de atuação, Milena Sakamoto acompanhou a retomada do setor após a pandemia e a recuperação da demanda por eventos presenciais.
Ela conta que o porte da ocasião não determina sozinho o investimento: um encontro para 60 pessoas já recebeu orçamento de 20 milhões de reais, enquanto outro, para 1,3 mil convidados, movimentou 30 milhões de reais.
O valor depende do perfil do público e da experiência que a empresa pretende oferecer.
Em um lançamento de automóveis, por exemplo, uma ação para 120 jornalistas e representantes de concessionárias pode custar 15 milhões de reais, enquanto um evento aberto a mil pessoas pode ter investimento menor.
Já as festas de fim de ano também variam de acordo com a estrutura e as atrações.
“Tudo depende do tipo de experiência que precisa ser proporcionada para aquele público”, afirma Sakamoto, em entrevista a Veja Negócios .
A demanda por confraternizações costuma se intensificar no segundo semestre, com contratações concentradas entre outubro e o início de novembro.
Segundo levantamento da plataforma DataEventos, as solicitações de propostas para eventos corporativos cresceram 38,3% entre 2024 e 2025, enquanto o número de eventos realizados aumentou quase 20%.
Além das festas, o segmento inclui convenções, ativações de marca, lançamentos de produtos e campanhas de incentivo.
A operação pode mobilizar equipes de produção, buffet, decoração, som, iluminação, segurança e entretenimento.
Em uma viagem corporativa realizada em Praga para 646 convidados, a Eventesse mobilizou mais de 50 profissionais no local, além de equipes de suporte remoto.
Continua após a publicidade A recuperação do setor depois da crise de covid-19 também trouxe desafios financeiros.
Como as agências costumam pagar fornecedores antes de receber dos clientes, a operação exige capital de giro para bancar a realização dos eventos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.