Brasil bate recorde de 9,3 milhões de empresas inadimplentes, com dívidas de R$ 244 bilhões
O número de empresas inadimplentes no Brasil atingiu um novo recorde em agosto de 2026, com 9,3 milhões de CNPJs negativados, uma alta de 14,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Juntas, essas companhias acumulavam 68,2 milhões de dívidas em atraso, que somavam 244,4 bilhões de reais.
Os dados são do Indicador de Inadimplência das Empresas, divulgado pela Serasa Experian, e mostram que, apesar da redução dos juros, a situação financeira dos negócios brasileiros continua pressionada.
Em média, cada empresa inadimplente acumulava 7,4 contas negativadas, com uma dívida total de 26.355,13 reais por CNPJ.
O valor médio de cada pendência era de 3.583,96 reais.
O avanço da inadimplência ocorre em um cenário de crédito ainda caro e dificuldades para manter o fluxo de caixa, especialmente entre os negócios de menor porte.
Embora o número de empresas com dívidas em atraso continue crescendo, o ritmo de expansão desacelerou.
A variação anual, que havia chegado a 28,7%, recuou para 14,3% em agosto.
Ainda assim, o percentual permanece elevado e não foi suficiente para interromper a sequência de recordes.
“A inadimplência empresarial cresce em ritmo menor, mas ainda muito elevado: a variação anual recuou de 28,7% para 14,3%, permanecendo em dois dígitos.
Ao mesmo tempo, o número de empresas inadimplentes alcançou o recorde de 9,3 milhões, evidenciando que a redução dos juros ainda não alterou as condições financeiras enfrentadas pelas empresas”, afirma Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian.
A dificuldade financeira também aparece nos indicadores de crédito.
Mesmo com a taxa Selic em patamar elevado, a demanda das empresas por empréstimos cresceu 11,2% no acumulado de 12 meses.
No mesmo período, as concessões de capital de giro de curto prazo avançaram 113,9%, movimento que pode indicar uma necessidade crescente de recursos para financiar as operações do dia a dia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.