Indicação de Félix Faria para Embaixada no Mali vai a Plenário
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou, nesta quarta-feira (2), a indicação do diplomata Félix Baes Baptista de Faria para chefiar a Embaixada do Brasil na República do Mali, na África Ocidental.
Foram nove votos favoráveis e um contrário.
A indicação ainda precisa ser votada pelo Plenário do Senado.
O relator, senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), afirmou que o Mali está entre os países mais pobres do mundo e enfrenta problemas relacionados à atuação de grupos islâmicos radicais.
De acordo com ele, o país ocupa a 188ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o Brasil deve ter uma boa relação com a região. — É um país que fica próximo da costa ocidental da África [no entanto, sem litoral], e, dentro do princípio geopolítico de domínio das costas opostas, o Brasil tem que ter uma conexão grande com essa região.
Até porque no nosso passado de escravidão, muita gente veio de lá.
Cooperação e segurança Félix Faria participou da reunião por videoconferência, a partir do Kuwait, onde está lotado.
Durante a sabatina, ele afirmou que pretende atuar em três frentes: segurança alimentar, mineração e proteção dos brasileiros residentes no Mali.
Na área de segurança alimentar, citou a possibilidade de cooperação em agricultura familiar e o compartilhamento da experiência brasileira.
Na mineração, mencionou o potencial de exploração de lítio do país e a possibilidade de estimular a compra de equipamentos brasileiros.
O diplomata também apontou a necessidade de atenção à segurança dos brasileiros que vivem no Mali.
A instabilidade política no Mali se intensificou a partir de 2012, com uma rebelião tuaregue que defendia a independência da região de Azawad.
Grupos extremistas ligados ao islamismo, incluindo a Al-Qaeda, avançaram sobre áreas do país.
A França manteve tropas no Mali a partir de 2013, e uma missão de paz das Nações Unidas atuou no país até 2023.
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