Santos: Oposição se aproxima em meio à tentativa de Teixeira de mudar Estatuto
Neymar comemora gol feito pelo Santos após voltar ao clube que o revelou - Raul Baretta / Santos
As eleições no Brasil já acabaram, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sendo reeleito para mais quatro anos de mandato (para desgosto de Neyma r, do presidente Flamengo , Luiz Eduardo Baptista, o popular Bap , e de todos os apostadores da Polymarket , que passou os últimos meses cravando que o petista seria derrotado).
Enquanto um dos lados celebra e o outro elabora listas de possíveis boicotáveis e demitíveis (tudo isso tendo como pano de fundo a fuga cinematográfica do candidato derrotado Flávio Bolsonaro rumo aos Estados Unidos), o Brasil começa a caminhar para a normalidade, com as redes sociais sendo tomadas cada vez mais por vídeos de animais fofos e dancinhas sem viés político-partidário, em detrimento de conteúdos bombásticos em que o deputado André Janones aparece bradando: “Explode!”.
No Santos , porém, o ambiente político fervilha com a proximidade do processo eleitoral que definirá a próxima diretoria do clube.
Desgastado pela debilidade financeira da equipe, acumula dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão, aliada à carência de vitórias e títulos em campo, o atual presidente Marcelo Teixeira tem como trunfos alguns projetos de vulto lançado nos últimos meses, como a remodelação da Vila Belmiro em parceria com a WTorre, o projeto de construção no novo Centro de Treinamento (CT) da base em São Vicente, a regularização junto à União do contrato do CT Rei Pelé e a criação e venda da SAF para investidores.
Outro fator que parecia favorecê-lo e que já o beneficiou na última eleição, realizada em 2023, era a fragmentação da oposição, que contava com quatro chapas. Juntas elas, tiveram 4.024 votos, contra 4.762 do grupo de Teixeira.
Como nenhuma obteve 20% dos votos válidos, além de ficar com a presidência, o mandatário levou ainda 100% das cadeiras do Conselho Deliberativo.
Desta vez, porém, pode ser que a oposição não esteja tão desunida quanto há três anos. Conforme a coluna divulgou algumas semanas atrás, Maurício Maruca e Rodrigo Marino, respectivamente o segundo e o terceiro colocado na disputa de 2023, resolveram unir forças numa chapa unificada.
Nesta semana, outros membros da oposição decidiram realizar um movimento de aproximação, às vésperas da Assembleia Geral Extraordinária, convocada pelo Conselho Deliberativo com o objetivo de debater e aprovar mudanças no Estatuto do Santos.
O ex-diretor das categorias de base José Renato Quaresma convidou seus oponentes Maurício Maruca, Ivan Luduvice e Vladimir Mattos para uma reunião a ser realizada na noite desta quarta-feira (28), antes do clássico entre Santos e Palmeiras, válido pela Série A do Brasileirão.
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