Candidatos à Presidência divergem sobre futuro dos salários do serviço público
A discussão sobre supersalários e benefícios pagos a servidores públicos está entre os temas que podem afetar o funcionalismo nas eleições à Presidência da República.O teto constitucional para a remuneração no serviço público federal tem como referência o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas verbas indenizatórias e outros pagamentos podem elevar os valores recebidos por servidores acima desse limite.Os chamados “supersalários” e “penduricalhos” também estão no debate sobre reforma administrativa e controle das despesas públicas.Limites, mas com benefíciosO limite para os salários do funcionalismo público é de R$ 46,4 mil.
Porém, verbas indenizatórias, gratificações e outros benefícios podem fazer com que servidores recebam valores muito acima desse limite.
Só em 2025, os “supersalários” e “penduricalhos” custaram mais de R$ 10 bilhões aos cofres públicos.Um levantamento analisou os planos de governo de seis dos candidatos que apareciam entre os mais citados nas pesquisas no início de setembro e identificou propostas relacionadas à gestão pública, concursos, carreiras e benefícios.Veja o que os planos de governo dos principais candidatos abordam sobre o tema:Lula (PT)O plano de governo de Luiz Inácio Lula da Silva não apresenta uma proposta específica com menção direta aos supersalários ou aos chamados penduricalhos.Na área do funcionalismo, o documento trata da valorização dos servidores, da realização de concursos públicos e do diálogo com entidades sindicais e trabalhistas por meio da Mesa Nacional de Negociação Permanente.Flávio Bolsonaro (PL)O plano de governo de Flávio Bolsonaro apresenta o “combate aos penduricalhos e supersalários” como uma das diretrizes relacionadas à eficiência fiscal da administração pública.A proposta está inserida em uma Reforma Administrativa que prevê mudanças na estrutura das carreiras e medidas para reduzir despesas administrativas.Augusto Cury (Avante)O plano de governo de Augusto Cury não faz menção específica aos termos supersalários ou penduricalhos.Para o funcionalismo público, o documento propõe uma Reforma Administrativa voltada à modernização da administração, com simplificação de estruturas, avaliação permanente de desempenho e uso de tecnologia.A proposta também prevê metas anuais e mensuráveis para os ministérios, com mecanismos de acompanhamento e prestação de contas.Ronaldo Caiado (PSD)Ronaldo Caiado inclui o combate aos supersalários e penduricalhos entre as medidas de controle das despesas públicas.O plano prevê a aplicação efetiva do teto constitucional em todos os Poderes e órgãos, além de maior transparência sobre as parcelas que compõem a remuneração dos servidores.O candidato também propõe responsabilização em casos de pagamentos incompatíveis com as regras constitucionais
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