Quem é e qual o crime do primeiro militar que vai ser executado nos EUA desde a Segunda Guerra Mundial
Imagem de Hasan divulgada pelas autoridades em 2012 Bell County Sheriff's Office/Reuters O Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, anunciou que um ex-major do Exército americano será executado por fuzilamento, na primeira execução militar em mais de 60 anos.
Em 2009, Nidal Hasan matou a tiros 13 soldados americanos desarmados em Fort Hood, ferindo outros 32.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, anunciou nas redes sociais na segunda-feira que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, havia feito a recomendação e que o presidente Donald Trump a aprovou.
A execução está marcada para o dia 3 de dezembro em Fort Hood, no Texas, informou o secretário do Exército dos EUA na terça-feira.
Será a primeira execução militar por fuzilamento desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
"Chegou finalmente o dia do julgamento de Hasan", escreveu Parnell no X.
Agora no g1 Hasan, um psiquiatra do Exército dos Estados Unidos da Virgínia, matou 13 soldados na base no Texas em 2009 e posteriormente admitiu em tribunal ser o atirador e pediu desculpas por "quaisquer erros".
Durante seu julgamento militar em 2013, ele afirmou acreditar que estava protegendo muçulmanos e o Talebã no Afeganistão.
Os assassinatos de 5 de novembro de 2009 foram o ataque não relacionado a combate mais letal já sofrido por uma base militar americana.
O ataque ocorreu em um prédio médico lotado, onde soldados recém-deslocados aguardavam exames e vacinas.
Hasan é atualmente um dos quatro detentos no corredor da morte das Forças Armadas dos EUA.
De acordo com a lei militar, uma execução militar requer a aprovação do presidente dos EUA.
Também é necessária uma revisão em segunda instância e uma decisão final sobre sua legalidade para que o processo prossiga.
Em 1983, o Tribunal de Apelações das Forças Armadas dos EUA considerou a pena de morte militar inconstitucional, mas ela foi restabelecida no ano seguinte por uma ordem executiva do então presidente Ronald Reagan.
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