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Tireoide na gestação: novas diretrizes mudam tratamento preventivo

IstoÉ ·

Novas diretrizes médicas, anunciadas nesta sexta-feira (28) no Rio de Janeiro, recomendam que gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) e função tireoidiana normal não usem mais medicamento hormonal preventivo.

Três grandes estudos recentes comprovaram que este tratamento não reduz os riscos de abortamento ou parto prematuro.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) atualizaram suas recomendações a partir dessas evidências.

Gestantes com anticorpos anti-TPO positivos e tireoide com funcionamento normal não devem mais usar hormônio preventivo, conforme novas diretrizes.

As mudanças foram apresentadas no 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia e seguem orientações da Associação Americana da Tireoide (ATA).

O Brasil manterá o rastreamento precoce universal da tireoide em todas as gestantes, diferentemente da nova diretriz da ATA, para identificar quem realmente precisa de tratamento.

As novas orientações brasileiras têm como base uma diretriz publicada pela Associação Americana da Tireoide (ATA) em junho deste ano, quase uma década após as diretrizes anteriores, de 2017.

No Brasil, a comunicação sobre as alterações foi feita nesta sexta-feira (28), no Rio de Janeiro, durante o 37º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, em um painel intitulado “Disfunção tireoidiana na gestação: o manejo que evita danos irreversíveis”.

Detalhes das novas recomendações Pelo novo posicionamento brasileiro, gestantes com anticorpos contra a tireoide positivos (anti-TPO) não devem receber o hormônio na versão sintética (levotiroxina) como tratamento preventivo, se a glândula da tireoide estiver funcionando com regularidade, ou seja, com níveis normais de T4.

O T4 é um dos hormônios que atuam como reguladores do ritmo metabólico do corpo humano.

Apesar da instrução de não usar o medicamento hormonal em caso de anti-TPO positivado e com o funcionamento normal da tireoide da gestante, a atividade da glândula continuará sendo monitorada.

Estudos clínicos indicam que existe um risco maior para o desenvolvimento do hipotireoidismo ao longo da gestação nesses casos.

Subcoordenador do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira, Cleo Mesa Júnior.

Arquivo Pessoal O subcoordenador do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Cleo Mesa Júnior, explica que o anticorpo positivo detectado por exame mostra apenas uma predisposição a desenvolver a alteração da tireoide.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.

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