Emissões de metano na Sibéria mais que dobram em uma década, mostra estudo
Incêndio no distrito de Abyysky, na Sibéria, em julho de 2024.
Estudo aponta que o avanço das queimadas no leste da região tem contribuído para o aumento das emissões de metano.
NASA Earth Observatory/Wanmei Liang, com dados Landsat/USGS.
As emissões de metano na Sibéria mais que dobraram em pouco mais de uma década, impulsionadas pelo aumento das temperaturas, pelas mudanças no solo e pelo crescimento dos incêndios florestais.
A conclusão é de um estudo internacional publicado recentemente na revista "Science", que analisou dados de satélites e medições da atmosfera entre 2010 e 2023. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os pesquisadores calcularam que as emissões de metano da região cresceram, em média, cerca de 5% ao ano nesse período.
Em 2020 e 2021, por exemplo, o volume anual já era mais de duas vezes maior do que o registrado em 2010.
Os fatores por trás desse crescimento variam entre as diferentes áreas da Sibéria.
No oeste da região, o aumento das temperaturas no inverno tem antecipado o derretimento da neve.
Com o solo descoberto mais cedo, a superfície aquece por mais tempo e concentra mais umidade, condições que aumentam a liberação de metano em áreas alagadas.
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Períodos persistentes de tempo quente e seco ressecam o solo e a vegetação e aumentam as condições favoráveis aos incêndios.
O estudo encontrou um crescimento anormal das queimadas e das emissões de metano associadas a elas desde 2019.
A Sibéria concentra cerca de 46% do permafrost do Hemisfério Norte.
Esse solo permanece congelado por longos períodos e guarda enormes reservas de carbono.
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