São Paulo: Desistência de Caboclo alça Marcelinho Gouvêa a presidenciável
A desistência de Rogério Caboclo da disputa pela presidência do São Paulo reorganizou o campo de oposição e colocou Marcelinho Portugal Gouvêa no centro das articulações para a eleição de dezembro.
O ex-presidente da CBF havia surgido como um dos principais nomes para enfrentar a situação , mas sua saída abriu espaço para que diferentes grupos oposicionistas passem a convergir em torno de Marcelinho.
O movimento ainda está em construção, e o desenho da chapa não é definitivo. Neste momento, porém, a tendência é que Marcelinho seja o candidato a presidente e reúna setores que até poucos dias atrás trabalhavam pela candidatura de Caboclo.
A avaliação entre integrantes da oposição é que ele reúne as características necessárias para servir como ponto de convergência entre grupos que, apesar de compartilharem a oposição à atual gestão, possuem interesses e composições políticas distintas.
A saída de Caboclo também reduziu as alternativas disponíveis no campo oposicionista. Marcelinho já era tratado como presidenciável antes mesmo de o ex-presidente da CBF entrar na disputa e, depois de sua desistência, passou a ser visto por diferentes setores como a opção natural para concentrar o apoio da oposição.
A intenção, portanto, é aproveitar a estrutura política que vinha sendo construída em torno de Caboclo e deslocá-la para Marcelinho.
O desenho que vem sendo discutido prevê Marcelinho como candidato à presidência. A composição dos demais cargos deverá ser dividida entre grupos que integram o arco oposicionista, numa tentativa de acomodar diferentes forças políticas na mesma chapa.
Pelo cenário trabalhado atualmente, o vice-presidente seria indicado pelo grupo Força São Paulo, ligado ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu. O nome, porém, ainda precisa ser definido pelo grupo.
A presidência do Conselho Deliberativo, por sua vez, deverá ficar com o Novo São Paulo, grupo que tem entre seus principais protagonistas Vinicius Pinotti, ex-diretor de futebol do clube. Pinotti chegou a ser considerado um dos nomes mais fortes para a disputa presidencial, mas afirmou neste ano que não tinha interesse em concorrer ao cargo.
A lógica da composição é distribuir espaços entre os principais grupos da oposição. Marcelinho ficaria com a cabeça da chapa, enquanto Força São Paulo e Novo São Paulo participariam da formação da estrutura que sustentará a candidatura.
A costura também responde a um problema que vinha se desenhando desde o início da corrida eleitoral: a fragmentação da oposição.
Caboclo e Marcelinho chegaram a se reunir nesta semana para tentar encontrar uma fórmula de composição. Na ocasião, os dois mantiveram suas pretensões, mas concordaram em não procurar a situação para construir uma chapa. A desistência de Caboclo, poucos dias depois, mudou a equação.
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