Sem conferir conta, trabalhadora descobre após 2 anos falta de depósitos do FGTS
Trabalhadora ouvia os colegas comentarem sobre atrasos no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), mas ainda não tinha conferido se o dinheiro estava na própria conta.
Foi ao procurar a Caixa Econômica Federal para resolver outra pendência que a trabalhadora de 30 anos descobriu que a empresa não vinha fazendo os depósitos.
Precisou cobrar para ter a situação regularizada.
Nem toda pendência, porém, se resolve após uma cobrança à empresa.
Em Mato Grosso do Sul, os débitos relacionados ao FGTS que chegaram à dívida ativa somam R$ 687,5 milhões, conforme dados da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).
Uma consulta na Caixa Econômica Federal fez uma trabalhadora de 30 anos descobrir que a empresa onde estava empregada não vinha depositando o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Ela havia ouvido comentários sobre atrasos, mas ainda não tinha conferido a própria conta.
A trabalhadora, que preferiu não se identificar, conta que não fazia consultas mensais para acompanhar os depósitos durante os dois anos em que esteve empregada.
A situação só veio à tona quando precisou resolver uma pendência na Caixa e solicitou uma consulta sobre os valores.
“Eu já tinha ouvido algumas pessoas falarem sobre o atraso, mas eu nunca tinha ido atrás para ver ”, contou.
Mais de R$ 687 milhões não pagos - O caso da trabalhadora ouvida pela reportagem é um entre os milhares em Mato Grosso do Sul, onde as obrigações financeiras relacionadas ao fundo de garantia inscritas em dívida ativa somam R$ 687,5 milhões, conforme dados da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) apresentados ao Campo Grande News .
O valor está distribuído em 10.063 inscrições em dívida ativa, vinculadas a 6.993 devedores no Estado.
Os números não significam que existam 10.063 empresas devedoras, já que um mesmo responsável pode ter mais de uma dívida.
Depois da descoberta, a trabalhadora procurou a empresa e passou a acompanhar a situação com mais atenção.
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