Armínio Fraga vê “populismo” de Lula em reajuste do Bolsa Família
O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga classificou como “populismo” o reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o momento da medida não pode ser dissociado do calendário eleitoral.
A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo , publicada nesta 6ª feira (18.set.2026).
Para Fraga, o conjunto de políticas sociais do país carece de uma grande revisão.
Ao ser questionado sobre o reajuste, Fraga foi direto: “O momento, claramente, não dá para dissociar das eleições.
Acho que a palavra populismo surge quase que instantaneamente” , afirmou o economista.
Sobre o impacto orçamentário da medida, ele avaliou que a meta fiscal deste ano, mesmo que cumprida formalmente, não terá sido atingida em termos econômicos.
Na análise de Fraga, o fato de o Brasil chegar a este ponto ainda com deficit primário é o que alimenta o cabo de guerra entre as políticas fiscal e monetária, mantendo os juros elevados.
O economista reconheceu que o benefício estava congelado havia 4 anos, mas disse que o momento do anúncio faz com que a discussão volte à relação da medida com as eleições.
“É um assunto grande que apareceu agora meio de paraquedas.
Mas aí alguém vai dizer: ‘mas estava congelado há quatro anos’.
Eu acho que é uma questão maior, é OK.
Nesse momento fica um pouco a primeira pergunta” , afirmou.
Questionado se se referia à questão eleitoral, respondeu: “ Isso, isso” .
O benefício por pessoa no programa sobe de R$ 142 para R$ 164 com o reajuste anunciado.
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