Como cientista brasileiro descobriu uma nova espécie de felino na Bolívia
Um cientista brasileiro descobriu uma nova espécie de felino selvagem que vive nas florestas de neblina das Yungas bolivianas.
Trata-se do animal descrito como Leopardus tilcayo.
Essa é a primeira espécie de felino vivente — ou seja, não fóssil — formalmente descrita pela ciência em mais de 100 anos .
A descoberta foi publicada na revista Current Biology nesta quinta-feira (17).
O pesquisador responsável pela descoberta foi o geneticista brasileiro Eduardo Eizirik , professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).
Ele liderou um grupo de pesquisadores de instituições da Bolívia, Colômbia, Estados Unidos, Peru e Reino Unido.
A descoberta, porém, não começou com uma expedição em busca de uma espécie desconhecida.
Ela começou com um animal que, durante anos, foi confundido com um gato já conhecido.
O gato que parecia ser outro A história remonta a 2016 , quando um morador da região de Nor Yungas encontrou um filhote próximo a uma estrada e o levou para casa.
Ele acreditava ter encontrado um gato doméstico.
Cerca de um ano depois, percebeu que o animal tinha comportamento selvagem e o encaminhou ao Senda Verde Wildlife Sanctuary , na Bolívia.
Foi ali que a bióloga boliviana Paola Nogales-Ascarrunz , especialista em felinos selvagens e exploradora da National Geographic, entrou em contato com o animal.
O pequeno felino tinha características que chamavam a atenção: corpo esguio, orelhas arredondadas e uma pelagem marrom-clara marcada por rosetas escuras, semelhantes às de um pequeno leopardo.
A princípio, Nogales-Ascarrunz acreditou que se tratasse de Leopardus tigrinus , um dos chamados gatos-tigre ou gatos-do-mato-pequenos.
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