STJ nega habeas corpus a candidato de SP preso suspeito de vínculo com PCC
O Superior Tribunal de Justiça ( STJ ) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do candidato a deputado estadual por São Paulo Danilo Morgado (PL), preso na última semana durante a Operação Vectura Corrupta .
Em nota, o advogado de Morgado diz que houve um “equívoco” na apreciação do texto e informou já ter adotado medida cabível para submetê-lo à revisão da própria Corte.
Na decisão, obtida pelo Metrópoles , o ministro relator Rogerio Schietti afirmou que o habeas corpus não poderia ser processado, uma vez que a decisão da prisão temporária do investigado foi tomada, de forma monocrática, por um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e foi levada àquela instância pela defesa, sem antes ter passado pelo colegiado do órgão.
Ou seja, na visão do magistrado, a defesa teria entrado diretamente com recurso ao STJ sem que a discussão fosse primeiro esgotada pelo TJSP.
Segundo os advogados Marcelo Viela Fernandez e João Paulo Silva Rocha, o agravo já teria sido regularmente protocolado no TJSP, permanecendo pendente de apreciação.
“A cópia da petição e o respectivo comprovante de protocolo também acompanharam o habeas corpus apresentado ao STJ.
Diante disso, a defesa já adotou a medida cabível para submeter esse equívoco à revisão da própria Corte Superior”, informou a banca de defesa.
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A defesa diz que Danilo Morgado sofreu “constrangimento ilegal” e, por isso, solicitava a revogação da prisão.
A petição questionava sua compatibilidade “com os requisitos constitucionais estabelecidos pelo STF para a decretação de prisão temporária”.
Segundo os advogados, paralelamente, a questão já foi levada ao STF por meio de reclamação.
Suspeito de elo com PCC Danilo Morgado foi preso no âmbito de uma investigação que aponta ligação do candidato com o núcleo político do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Justiça decretou a prisão de Morgado e outros 15 alvos , entre eles, o ex-vereador e presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite , e o ex-presidente da Secretaria Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana (SPTrans) Levi de Oliveira.
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