Chefe de gabinete de Milei defende atuação da Argentina na fuga de Flávio
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O chefe de gabinete de Javier Milei , Diego Santilli, defendeu nesta quinta-feira (29) a postura do governo da Argentina na fuga de Flávio Bolsonaro ( PL ), candidato à Presidência derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) no último domingo (25).
"Conforme informou a Direção Nacional de Migrações, ele entrou com a documentação correspondente, em dia, e saiu em um avião, também nas mesmas condições", afirmou o aliado de Milei, na linha do comunicado divulgado pelo órgão na madrugada de quarta (28), quando o senador fugiu para os Estados Unidos por meio de um voo da Argentina com escala no Equador .
"Entrou pela imigração, não tinha nenhum impedimento, não havia impedimento da Interpol", continuou Santilli ao canal argentino El Tres durante uma agenda em Rosario. "Se um cidadão entra sem nenhuma restrição e sai sem nenhuma restrição... Foi isso que aconteceu. O órgão de imigração autorizou porque não havia impedimento."
De acordo com a DNM (Direção Nacional de Migrações), Flávio e sua família entraram na Argentina às 22h50 de terça (27) pela ponte internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu a Porto Iguaçu, e embarcaram em um jato particular operado pela empresa Baires Fly S.A. rumo a Guayaquil, com destino final em Miami .
O órgão afirma, assim como o ministro, que a família entrou "com documentação de viagem válida e sem qualquer impedimento legal para a entrada no país; da mesma forma, os trânsitos foram registrados pela autoridade competente sem incidentes".
Posteriormente, descobriu-se que Flávio usou seu passaporte italiano para entrar no país vizinho e o diplomático brasileiro para ingressar nos EUA, mesmo após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que ele entregasse tais documentos. Não havia, no entanto, ordem judicial para prender o político ou determinar alguma medida similar contra ele.
As digitais do governo Milei na fuga causaram um terremoto político na Argentina. Após o site Infobae revelar que um jatinho aguardava o embarque de Flávio em Porto Iguaçu, uma enxurrada de versões sobre a viagem passou a circular na imprensa, e, no meio da tarde, aliados do senador afirmaram que ele já estava nos EUA, ainda que a aeronave permanecesse estacionada em solo argentino.
Durante todo o dia, o governo da Argentina negou que o aliado de Milei estivesse no país e evitou maiores questionamentos sobre o assunto. Posteriormente, soube-se pela imprensa que Santiago Caputo, estrategista político e braço direito do ultraliberal, esteve em Porto Iguaçu para ajudar Flávio, e o transporte do senador teria sido auxiliado por uma camionete com chapa diplomática.
Ao chegar aos EUA, o senador divulgou uma carta agradecendo o aliado pela "coragem, justiça e senso de legalidade".
A oposição da Argentina tem aproveitado o episódio para tentar sangrar o governo a um ano das eleições presidenciais nas quais Milei deve disputar a reeleição.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mundo.