Consumo diário de bebidas adoçadas aumenta chance de câncer de estômago; estudo
Um novo estudo publicado na revista científica Gastro Hep Advances nesta segunda-feira (17) revelou que consumir pelo menos uma bebida adoçada com açúcar (como refrigerantes e isotônicos) por dia está associada a um aumento do risco de desenvolver câncer de estômago.
Trata-se da primeira pesquisa com evidências mais concretas sobre a relação entre essas bebidas e a doença.
A pesquisa considerou dados de 112.284 voluntários, obtidos a partir dos estudos de longo prazo Nurses’ Health Study e do Health Professionals Follow-Up Study, ambos feitos nos Estados Unidos.
Os participantes foram acompanhados por décadas e, ao fim das análises, 278 haviam desenvolvido a doença.
Mais um golinho não mata Você, leitor da GALILEU, já sabe que o câncer não é uma doença de causas únicas e, em relação ao câncer de estômago, não seria diferente.
Acontece que além de outros possíveis fatores de risco, os pesquisadores notaram que os participantes – tanto mulheres quanto homens – que consumiam pelo menos uma porção de uma bebida adoçada com açúcar por dia apresentaram um risco de 2,45 vezes maior de desenvolver o tumor.
Para dar seguimento ao estudo, a equipe definiu como bebidas adoçadas com açúcar as bebidas gaseificadas (os famosos refrigerantes), limonadas e bebidas esportivas.
Nelas, a frutose é o seu principal componente, e que possui a maior associação de incidência para o câncer de estômago.
Entre as mulheres acompanhadas pelo Nurses’ Health Study, por exemplo, consumir mais de uma bebida adoçada com açúcar por dia esteve associado a um risco 3,04 vezes maior de câncer de estômago em comparação com aquelas que raramente consumiam.
Por outro lado, após o controle de outros fatores, um maior consumo de bebidas adoçadas artificialmente não foi associado a uma maior incidência de câncer gástrico.
A infecção pela bactéria Helicobacter pylori é um dos fatores que aumenta o risco da doença se manifestar.
A equipe também avaliou a presença da bactéria em um subgrupo de 940 participantes.
Embora pouco mais de um terço desses participantes apresentasse evidências de infecção por H. pylori, não foi encontrada associação entre o consumo de bebidas adoçadas com açúcar.
Apesar das hipóteses, mais estudos são necessários, a começar pelo fato de que os participantes cujas dados foram observados eram predominantemente brancos, não existindo uma pluralidade de grupos raciais e étnicos.
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