'Vi o acidente, mas sem pensar que era o meu colega', diz motorista que trabalhava com vítima de batida que deixou 23 mortos no Paraná
Vítimas de acidente em Imbituva terão velório coletivo O motorista Amauri Gaspar de Andrade passou pela batida entre um micro-ônibus e uma carreta que deixou 23 mortos sem saber que o ônibus que ele dirigiu por anos.
Ele trabalhou como motorista da Secretaria de Saúde de Imbituva e era um grande amigo do motorista do micro-ônibus, Erick Wiertel, uma das vítimas que morreu no acidente.
"Cheguei poucos minutos antes, quando vi o acidente, mas sem pensar que era o colega, o ônibus nosso, inclusive o ônibus em que eu trabalhava também.
Quando cheguei próximo ao acidente, outros motoristas que estavam ali falaram que não dava para passar porque era um acidente muito grave e que já estava passando o socorro.
Eu não consegui passar com a ambulância e fiz um desvio com o paciente que eu estava.
Passei lá na frente do acidente e segui em frente.
Depois fui saber da notícia de que era um colega de trabalho", conta. ✅ Siga o g1 Ponta Grossa e região no WhatsApp A batida foi durante a madrugada desta quarta-feira (19), na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná.
Segundo a Via Araucária, concessionária responsável pelo trecho, os mortos são 21 adultos e duas crianças.
A maior parte das vítimas ocupava o micro-ônibus, que estava levando pacientes do interior para hospitais da Grande Curitiba.
O condutor da carreta, que estava sozinho no veículo emplacado em Erechim (RS), também morreu.
Ele era de Castro (PR) e viajava sem carga no veículo.
Entre os sobreviventes, três foram socorridos em estado grave e dois com ferimentos moderados.
Todos eles foram levados para atendimento médico em Ponta Grossa, também nos Campos Gerais.
Amauri lembra do amigo Erick como uma pessoa trabalhadora, gente boa, dedicada à família e companheira.
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