Em guerra com o Irã, Trump discursa hoje na ONU
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, faz hoje seu discurso anual na Assembleia Geral das Nações Unidas , em Nova York, no primeiro dia de pronunciamentos dos chefes de Estado . Segundo auxiliares da Casa Branca, ele deve dizer que os EUA nunca foram tão respeitados e se apresentar como promotor da paz no mundo.
Trump chega à ONU com a popularidade em queda, a pouco mais de um mês das eleições legislativas de novembro, e com o país envolvido há quase oito meses em uma guerra contra o Irã, iniciada com um ataque conjunto de EUA e Israel. O conflito se espalhou pela região e praticamente fechou o Estreito de Hormuz, rota de cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo antes da guerra, o que fez disparar o preço dos combustíveis.
Também estão na pauta da reunião a guerra na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos, os riscos da inteligência artificial e a falta de recursos da própria ONU.
O Irã pode reabrir o Estreito de Hormuz em até sete dias se os EUA reduzirem a pressão militar e suspenderem o bloqueio aos portos iranianos, disse à agência Reuters um alto funcionário do governo iraniano, sob condição de anonimato. Segundo ele, Washington precisa anunciar oficialmente que busca uma saída diplomática e aceitar um cronograma de negociação.
A proposta teria sido entregue aos americanos por mediadores em 16 de setembro. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, embarcou nesta terça para Nova York, mas não deve se reunir com Trump. No domingo, o comando militar do Irã afirmou ter sido informado de que os EUA preparam a retomada dos ataques com apoio de países da região e ameaçou retaliar "sem limites".
A missão americana na ONU diz que Trump está decidido a impedir que o Irã tenha uma arma nuclear, mas que a porta para negociar continua aberta. Os efeitos se espalham pela região: o primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou que o Irã tem barrado petroleiros iraquianos no estreito e que o país já perdeu US$ 60 bilhões em receitas desde o início da guerra.
ABC, CBS, Fox News e NBC suspenderam na segunda-feira (21) a cobertura em vídeo de Trump em solidariedade à CNN, ao MS Now e ao Politico, cujos jornalistas foram proibidos pelo presidente de entrar na Casa Branca. As quatro redes e a CNN se revezam para filmar o presidente e distribuir as imagens a veículos do mundo inteiro, um sistema de cobertura compartilhada que existe desde 1950.
Em resposta à paralisação, a Casa Branca passou a divulgar uma transmissão própria, batizada de "Trump TV". The Washington Post, The New York Times e a agência AP também suspenderam temporariamente a publicação de fotos feitas pelo rodízio de fotógrafos da Presidência. Repórteres de jornais, rádios e agências seguem acompanhando a agenda do presidente.
O líder chinês, Xi Jinping, chega a Washington nesta quarta-feira (23) para seu terceiro encontro com Trump em menos de um ano . A reunião está marcada para quinta. O objetivo principal é estender a trégua comercial firmada no ano passado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.