O candidato que tem que se preocupar com o crescimento de Cury nas pesquisas, segundo cientista político
O c rescimento de Augusto Cury na corrida presidencial representa uma ameaça maior para Flávio Bolsonaro do que para Lula .
A avaliação é do cientista político Marco Antonio Teixeira, que, no Ponto de Vista , apresentado por Laísa Dall’Agnol, identificou no discurso do candidato uma capacidade de dialogar com eleitores independentes, mulheres, católicos e, sobretudo, com uma parcela que hoje apoia Flávio não por adesão ao candidato, mas por enxergá-lo como a alternativa mais viável para derrotar o PT (este texto é um resumo do vídeo acima) .
Para Teixeira, Cury constrói sua candidatura em torno de uma mensagem de unificação e redução do conflito político.
Ao mesmo tempo, já indicou Lula como adversário que gostaria de enfrentar no segundo turno.
Essa combinação permite que ele converse diretamente com um segmento do eleitorado que rejeita o PT, mas não necessariamente está identificado com Flávio.
“Certamente (há uma parcela) decidindo pelo Flávio Bolsonaro , não porque concorda com Flávio Bolsonaro, mas porque vê no Flávio Bolsonaro a melhor estratégia de derrotar o PT”, afirmou Teixeira.
É justamente nesse eleitorado que Cury poderia encontrar espaço para avançar.
Como Cury pode disputar o voto anti-PT de Flávio? A análise de Teixeira sugere que existe uma diferença entre o eleitor bolsonarista consolidado e aquele que escolhe Flávio principalmente como instrumento para impedir uma vitória petista.
Para esse segundo grupo, o aparecimento de uma candidatura competitiva fora da polarização pode abrir uma alternativa.
Cury tenta ocupar esse espaço com um discurso que rejeita uma classificação rígida entre esquerda e direita .
Conforme reproduzido por Teixeira, o candidato procura combinar aquilo que chama de características positivas dos dois campos: capitalismo, meritocracia e competição de um lado; preocupação social e políticas sociais do outro.
Continua após a publicidade A estratégia, segundo o cientista político, procura alcançar independentes e eleitores que migram entre diferentes campos políticos.
Em vez de disputar o núcleo mais fiel de Lula ou de Flávio, Cury poderia avançar sobre quem não se considera definitivamente preso a nenhum dos polos.
Por que mulheres e católicos entram nessa conta? Teixeira também identificou dois segmentos que podem favorecer essa estratégia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.