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Esportes

Prestes a encarar opositores no Congresso da Fifa, Infantino acena com bolada de US$ 6,3 bilhões para federações

Máquina do Esporte ·

Acuado por uma saraivada de críticas e acusações surgidas após a malograda ideia do Fifa Forward Enterprise (FFE) , o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) , Gianni Infantino , optou nos últimos meses por evitar o embate direto com os opositores, preferindo operar nos bastidores para salvar a própria gargante.

Nesta quinta-feira (15), porém, ele terá de ficar frente à frente com seus maiores adversários, em especial os presidentes da Uefa , Aleksander Ceferin, e da Concacaf , Victor Montagliani, que não apenas ajudaram a sepultar (ainda que por ora) os planos de constituição de uma subsidiária comercial da Fifa (que teria depois um percentual minoritário negociado com Joshua Kushner, irmão do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ), mas por criarem empecilhos reais à tentativa de de reeleição de Infantino.

A reunião ocorrerá no período da manhã, na sede da Fifa, em Zurique, na Suíça.

O Conselho da entidade é composto por 37 membros, incluindo o próprio Infantino, os presidentes das confederações continentais e representantes das associações nacionais, indicados por cada região.

Atualmente, o presidente da Fifa conta com oposição declarada da Uefa (Europa), Concacaf (Américas do Norte e Central) e AFC (Ásia), embora alguns representantes dessa última devam se posicionar a favor de Infantino, casos do xeque Hamad Bin Khalifa Al-Thani, do Catar, e Yasser Al Misehal, da Arábia Saudita.

Os dois países se consolidaram como parceiros estratégicos da entidade máxima do futebol em tempos recentes, inclusive ajudando a bancar os principais eventos da Fifa, como no caso da Arábia Saudita em relação às Copas do Mundo de Clubes de 2025 e da Copa do Mundo de 2026.

Como retribuição a essa amizade, a monarquia do Oriente Médio foi escolhida como sede do Mundial de 2034.

LEIA MAIS: Aramco faz valer investimento da Arábia Saudita na Fifa e domina publicidade nos jogos da Copa 2026 LEIA MAIS: Novo patrocínio do PIF amplia dependência da Fifa em relação aos petrodólares da Arábia Saudita Ao mesmo tempo, Infantino conta com apoios declarados de Conmebol (América do Sul), CAF (África) e ( OFC ).

Em tese, as entidades que fazem oposição a Infantino contam com maioria de votos tanto no Conselho da Fifa, onde teriam até 21 votos, quanto no Congresso (a próxima edição ordinária ocorrerá em 18 de março do ano que vem, para eleger o presidente da entidade).

Porém, para se manter no cargo e seguir com chances de se reeleger, Infantino aposta nas deserções e se apega ao mais poderoso dos argumentos, que vem a ser o dinheiro distribuído pela Fifa às entidades associadas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.

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