Fim da escala 6×1 deve elevar custos da saúde e Hapvida (HAPV3) é a mais exposta, aponta Safra
O fim da escala 6×1 deverá pressionar os custos das empresas de saúde, com impacto bruto estimado entre 0,5% e 4,6% do Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) de 2025 das seis companhias acompanhadas pelo Safra .
A Hapvida ( HAPV3 ) apresenta a maior sensibilidade na análise, enquanto a Rede D’Or ( RDOR3 ) permanece como a principal escolha do banco no setor.
Em relatório, o Safra afirma que a aprovação da proposta de emenda à Constituição ( PEC ) pelo Senado, sem alterações em relação ao texto analisado em junho, manteve suas estimativas para as empresas.
A pressão sobre os resultados, porém, poderá ser amortecida.
Em um cenário no qual as companhias consigam repassar 75% do custo adicional aos preços, o impacto estimado recua para uma faixa de 0,1% a 1,1% do Ebitda de 2025.
“A flexibilidade para negociar regimes de trabalho, incluindo escalas 12×36, deve ajudar os operadores hospitalares a se adaptarem”, afirma a equipe responsável pelo relatório do Safra.
Quando os custos devem aparecer? No cronograma considerado pelo banco, que pressupõe publicação da medida logo após a promulgação em 16 de outubro, a jornada semanal cairá de 44 para 42 horas em meados de dezembro de 2026.
Nessa etapa, os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso por semana.
A redução para 40 horas semanais ocorrerá um ano depois, por volta de dezembro de 2027.
Com isso, antes das medidas para compensar o aumento das despesas, 2027 deverá absorver aproximadamente metade do custo anual total, enquanto 2028 será o primeiro ano completo com o impacto integral modelado.
Para preservar o volume de horas trabalhadas, o exercício do Safra indica necessidade de ampliar em 4,8% o quadro originalmente submetido à escala 6×1 na primeira fase.
Na segunda, o aumento acumulado chega a 10%, também em relação a essa parcela da força de trabalho.
O banco ressalta que os cálculos são simulações com base nos dados de 2025 e em diferentes hipóteses de repasse de custos.
Portanto, não representam projeções do impacto efetivo nos resultados de 2027 e 2028.
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