A Apollo 14 transportou cerca de 500 sementes de árvores ao redor da Lua em 1971; elas foram germinadas e plantadas em pátios de escolas e sedes de governos estaduais por todos os Estados Unidos
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR As árvores da lua são o resultado de uma viagem maluca que levou centenas de sementes para o espaço sideral nos anos 70. Essa bagagem inusitada voltou para a Terra, brotou firme e forte, mas acabou esquecida pelo governo americano por muito tempo.
A missão da Apollo 14 rolou no ano de 1971 e levou o astronauta Stuart Roosa para dar umas voltas além da nossa atmosfera. Ele enfiou cerca de 500 sementes na sua bagagem pessoal para testar como o ambiente extremo afetaria a vida vegetal. Foi uma verdadeira aventura pensar que um punhado de grãos estava voando pelo espaço sideral escuro e gelado.
Quando os caras voltaram, a carga passou por uma estufa especial da agência para verificar se ainda tinha chance de brotar. Para a surpresa da equipe, quase todas as unidades vingaram e ganharam força nos viveiros do governo dos Estados Unidos .
O grande problema aconteceu quando a agência decidiu doar essas mudas para prefeituras, escolas e praças durante a festa do bicentenário americano. Eles enviaram caixas e caixas das árvores da lua para todo lado, só que ninguém teve a paciência de anotar os endereços. O resultado dessa bagunça burocrática foi um sumiço histórico de registros oficiais e papéis importantes.
Uma reportagem do site Space Daily conta que o projeto simplesmente caiu no esquecimento depois que as comemorações acabaram. Hoje em dia, muita gente passa por baixo dessas folhas enormes na rua sem fazer a menor ideia da origem espacial delas.
Os cientistas escolheram espécies bem tradicionais da flora local para aguentar o tranco da viagem e as variações absurdas de gravidade. A ideia era mandar sementes duras na queda, que tivessem uma genética forte para resistir aos testes pesados nos laboratórios terrestres depois do pouso.
Dá uma olhada nos tipos de plantas que embarcaram nessa missão histórica:
Muitos curiosos achavam que a radiação do universo ia criar troncos mutantes ou folhas de cores bizarras nos quintais da galera. Só que a realidade foi bem menos cena de filme, já que as mudas espaciais cresceram exatamente iguais às suas irmãs que ficaram o tempo todo no chão.
A caçada por essas raridades começou bem depois, quando alguns estudantes espertos notaram placas velhas enferrujadas perto das raízes no pátio do colégio. Essa turma mandou e-mails para os pesquisadores e começou a mapear os pontos exatos de cada unidade sobrevivente. Foi um trabalho de formiguinha maravilhoso que juntou detetives da internet e amantes da natureza em vários cantos do país.
Atualmente, existem catálogos online atualizados por voluntários que viajam de carro apenas para fotografar essas gigantes silenciosas nos parques. Preservar essa biologia viva é manter acesa a memória de uma época em que a gente sonhava em tocar as estrelas com as próprias mãos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.