Como é o drone que os EUA podem usar na Amazônia
A rede estadunidense CNN informou que o comando militar dos Estados Unidos para a África, o AFRICOM, baseado em Stuttgart, na Alemanha, vai transferir a “maioria” de sua frota de drones MQ Reaper-9 para a América do Sul, para utilização contra organizações do narcotráfico que Washington classificou como “terroristas”.
O PCC e o Comando Vermelho foram incluídos na lista.
A CNN baseou seu relato em seis fontes, mas não disse qual seria o destino dos drones.
Atualmente os EUA estão atuando em conjunto com o governo do Equador.
A fronteira entre o Equador e a Colômbia é base de onde o narcotráfico despacha barcos em direção ao México, muitas vezes com escala nas ilhas Galápagos.
Ação regional Sob o argumento de combater o narcotráfico, os EUA estão estreitando relações militares com a Venezuela, a Colômbia, o Equador e o Paraguai.
A nova estratégia de segurança nacional estadunidense, adotada durante o governo Trump, mira no controle do Hemisfério ocidental.
Os drones MQ Reaper-9 se aplicam a missões de monitoramento, inteligência e ataque.
Eles voam a uma altitude de 7.500 metros e podem ficar até 30 horas no ar.
Os veículos são operados por uma equipe em solo.
O alcance do Reaper é de 1.900 quilômetros.
Operados de Cuenca, no Equador, poderiam monitorar a tríplice fronteira entre Peru, Brasil e Colômbia — uma das regiões mais ativas atualmente na produção e transporte fluvial de cocaína.
Com capital colombiano e mão-de-obra barata do Peru e do Brasil, os laboratórios atuam na região de fronteira e descem com a produção através de rios amazônicos, especialmente do Solimões, em direção a Manaus e Belém.
Os Reaper podem carregar em um único vôo oito mísseis AGM-114 Hellfire.
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