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MP apura se “sobra” de R$ 10 milhões em contratos superfaturados virou Pix

Campo Grande News ·
MP apura se “sobra” de R$ 10 milhões em contratos superfaturados virou Pix

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) identificou R$ 7 milhões em valores sob suspeita em dois convênios destinados ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, investigado na Operação Dirty Pix (Pix Sujo).

Os dois contratos levaram um total de R$ 10.487.033,13 em recursos públicos.

O montante de R$ 7.144.365,43 é a soma dos recursos cuja aplicação foi questionada e prejuízos estimados pelos promotores, que apontam superfaturamento, pagamento por serviços não executados e compra de equipamento que não teria sido entregue.

Parte do dinheiro público, segundo as apurações, foi distribuído por Pix a intermediários financeiros e políticos.

Os detalhes constam de representação apresentada à Justiça em 3 de agosto de 2026 pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) para pedir os mandados de prisão e busca que viabilizaram a segunda fase da operação.

O documento reconstrói a movimentação dos recursos e amplia o alcance da primeira etapa de investigação.

A maior parcela dos valores questionados, R$ 4.653.878,43, está relacionada ao Convênio nº 32.565/2022, destinado à aquisição de equipamentos, materiais hospitalares e veículos do tipo UTI móvel para o hospital.

O hospital recebeu R$ 5.408.770,13, mas os documentos analisados pelos promotores identificaram apenas R$ 754.891,70 aplicados.

Para o Gecoc, a “sobra” foi desviada.

O pedido enviado ao Judiciário sustenta que esse convênio foi a principal fonte de abastecimento financeiro do esquema de pagamentos indevidos a vereadores de Sidrolândia, operadores financeiros e outras pessoas ligadas ao grupo investigado.

A conclusão representa uma mudança em relação à primeira fase da Operação Dirty Pix.

Inicialmente, os investigadores acreditavam que o dinheiro utilizado para as propinas havia saído do convênio destinado à compra de uma ressonância magnética.

Prejuízo – O Convênio nº 32.700/2022, firmado em dezembro de 2022 para aquisição de uma ressonância magnética e de uma autoclave, contudo, não foi descartado pela investigação.

Nesse caso, o Ministério Público estima prejuízo de R$ 2.490.487, dividido entre sobrepreço na compra do aparelho, pagamento por obras não executadas e ausência de entrega de um dos equipamentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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