Um ano após crise do metanol, investigação revela cadeia de falsificação e vítimas convivem com sequelas
Um ano após crise do metanol, investigações avançam, mas ainda há mortes no país por intoxicação Um ano depois da onda de intoxicações por metanol associadas a bebidas adulteradas em São Paulo, a polícia afirma ter identificado os principais envolvidos na cadeia de falsificação que provocou mortes e deixou vítimas com sequelas permanentes.
Enquanto as investigações avançam, sobreviventes ainda enfrentam as consequências da contaminação e cobram punição aos responsáveis.
Veja a reportagem completa no vídeo acima. 'Não enxergo mais nada' Entre os casos que marcaram o início da crise está o da designer de interiores Radharani Domingos.
Ela participou do aniversário de uma amiga em um bar da Zona Oeste de São Paulo e consumiu três caipirinhas.
No dia seguinte, entrou em coma.
Quando foi entrevistada pelo Fantástico durante a internação, relatou ter perdido a visão.
Um ano depois, convive com sequelas permanentes.
Segundo ela, restaram apenas cerca de 3% da capacidade visual.
"Do nariz para baixo não enxergo mais nada e do nariz para cima eu consigo enxergar um pouco de vulto e movimento", afirmou.
Um ano após crise do metanol, investigação revela cadeia de falsificação e vítimas convivem com sequelas Reprodução/TV Globo Áudios revelam esquema de bebidas com metanol ligado a mortes em SP Casos continuam a ser registrados A reportagem também mostrou novos episódios registrados em 2026.
Em julho deste ano, Ana Caroline morreu após consumir bebida alcoólica contaminada em São Félix do Araguaia (MT).
Inicialmente, familiares associaram os sintomas a uma ressaca, mas a suspeita de intoxicação por metanol surgiu quando ela passou a relatar dificuldades para enxergar.
A vítima foi transferida em uma UTI móvel para uma unidade com mais recursos, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o trajeto e morreu.
Ela tinha 31 anos, era mãe de quatro filhos e havia iniciado recentemente uma faculdade de pedagogia.
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