LG muda fabricação de telas OLED para reduzir custos
LG terá um novo método de fabricação de telas OLED (foto: Darlan Helder/Tecnoblog) Resumo A LG Display anunciou uma nova técnica de fabricação de telas OLED chamada FLiPP, que dispensa máscaras metálicas finas e pode reduzir custos.
O FLiPP usa fotolitografia com luz ultravioleta para remover áreas desnecessárias, permitindo painéis com brilho 1,6 vez maior e vida útil 2,4 vezes superior.
A tecnologia pode ser aplicada a telas de 1 a 100 polegadas e melhorar a eficiência de aproveitamento do substrato de vidro em até 64%.
A LG Display apresentou uma nova técnica de fabricação de telas OLED que pode reduzir os custos de fabricação e melhorar o desempenho dos painéis.
Chamada FLiPP ( FMM-Less innovative Pixel Patterning ), a tecnologia dispensa o uso das máscaras metálicas finas que hoje ajudam a formar os pixeis nesse tipo de tela.
O método foi anunciado nesta quarta-feira (19/08), durante a exposição dedicada a novas tecnologias de telas e painéis, IMID 2026, em Busan, na Coreia do Sul.
Segundo a LG Display, painéis produzidos com o FLiPP podem ter melhoras em brilho e vida útil em comparação com telas feitas pelo processo tradicional.
A LG Display afirma que o FLiPP pode ser aplicado a telas de 1 a 100 polegadas , mas ainda não anunciou produtos com a tecnologia.
Entre os aparelhos da própria marca no Brasil, é possível que vejamos a nova tecnologia apenas em TVs — a empresa abandonou as vendas de notebooks no país e saiu do mercado de smartphones no mundo todo .
LG quer abandonar processo tradicional Novo método de fabricação elimina o uso de máscaras metálicas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog) A fabricação tradicional de telas OLED usa um processo conhecido como FMM (sigla em inglês para máscara metálica fina), no qual os materiais orgânicos vermelho, verde e azul são evaporados e depositados sobre o painel através de orifícios microscópicos em chapas metálicas.
A LG compara o processo com o uso de estêncils em peças de arte.
Segundo a empresa sul-coreana, ainda que seja padrão na indústria, o método tem limitações que elevam o custo de fabricação, como a necessidade de produzir novas máscaras sempre que há uma mudança de tamanho e resolução do painel.
Além disso, elas podem ceder no centro pelo próprio peso, desalinhando os pixels .
Outro problema está no aproveitamento do substrato de vidro usado como base dos painéis.
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