Centro oncológico de referência nos EUA aposta em descentralização, monitoramento do acesso e navegação do cuidado
Os avanços no diagnóstico e no tratamento do câncer têm permitido que mais pacientes vivam por mais tempo com a doença, mas também colocam novos desafios para a gestão dos grandes centros oncológicos.
Ao aumento da incidência e à complexidade dos tratamentos soma-se uma demanda crescente por profissionais, infraestrutura e recursos em um cenário no qual a escassez de mão de obra já atinge diferentes áreas da assistência.
Essa é a visão de Marcus Paschall, vice-presidente de Operações do University Hospitals Seidman Cancer Center, em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos.
Paschall é responsável pela gestão das operações e pela implementação da estratégia do centro, considerado uma das maiores referências em assistência, pesquisa e inovação em oncologia do país.
É reconhecido pelo Instituto Nacional de Câncer americano por atingir padrões rigorosos de pesquisa transdisciplinar de ponta, voltada para o desenvolvimento de abordagens novas e melhores para prevenir, diagnosticar e tratar o câncer.
Em entrevista ao Futuro da Saúde durante visita ao centro, em Cleveland, Paschall destacou que o aumento da demanda ocorre não apenas pela incidência da doença, mas também como consequência dos próprios avanços no tratamento.
“As pessoas estão vivendo mais e existem mais pacientes com câncer, com a doença se tornando crônica.
Isso significa que precisamos de pessoas, espaços e recursos para tratar todos esses indivíduos.
É um desafio positivo de se ter, mas, quando pensamos em planejamento e em como atender essas pessoas, é um desafio muito real”, afirma.
Marcus Paschall, VP de operações.
Foto: Divulgação/University Hospitals No Seidman, algumas das estratégias para responder a esse cenário passam por acompanhar indicadores de acesso, coordenar o cuidado entre diferentes especialidades e levar a assistência para mais perto dos pacientes.
Segundo Paschall, o centro monitora quanto tempo uma pessoa com um novo diagnóstico de câncer leva para conseguir uma primeira consulta e vem expandindo sua presença na região para aumentar a capacidade e reduzir a necessidade de grandes deslocamentos pelos pacientes.
Ao Futuro da Saúde, o vice-presidente detalha os desafios de administrar essa estrutura, o uso de inteligência artificial na operação hospitalar e outros temas, como o papel da colaboração com a indústria no desenvolvimento de novas tecnologias para o cuidado oncológico.
Confira abaixo os principais trechos da entrevista: Qual é o impacto, para a gestão de um centro de câncer, do aumento no número de diagnósticos e da crescente complexidade dos casos? Marcus Paschall- Além dos impactos na vida das pessoas há um impacto sobre o sistema de saúde como um todo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em futurodasaude.com.br — o conteúdo pertence a Futuro da Saúde.