Como os biossimilares impactam a saúde? – Futuro Explica
O Brasil está entrando em uma nova era de biossimilares.
Até 2030, cerca de mil produtos devem perder suas patentes, incluindo alguns dos medicamentos mais vendidos do mundo, como os análogos de GLP-1 usados no tratamento da obesidade e do diabetes e imunoterapias contra o câncer.
O mercado brasileiro de biossimilares, estimado em cerca de US$ 5 bilhões, cresce 14% ao ano.
O novo episódio do Futuro Explica examina esse cenário e o que a chegada desses medicamentos pode representar para o acesso a tratamentos.
A perda de patentes permite que outros fabricantes desenvolvam medicamentos altamente semelhantes aos biológicos de referência, sem diferenças clinicamente relevantes.
Além disso, eles chegam a preços mais acessíveis no mercado.
Um dos pontos centrais dessa discussão é a intercambialidade: a possibilidade de substituir um biológico de referência por um biossimilar durante o tratamento sem prejuízo de eficácia, segurança ou qualidade.
Essa orientação foi aprovada, neste ano, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criando condições para seu uso de forma mais ampla.
Na dimensão econômica, a discussão passa pelo potencial de redução de preços e pelo impacto nos orçamentos do SUS e da saúde suplementar.
No Brasil, se projeta uma economia próxima de R$500 bilhões até o fim da década com a entrada de biossimilares.
Mesmo com mercado e regulação favoráveis, a adoção desses medicamentos vai depender dos serviços de saúde.
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