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A Cidade do Ouro baiana que ainda tira o metal do subsolo três séculos depois e reúne mais de 45 cachoeiras

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A Cidade do Ouro baiana que ainda tira o metal do subsolo três séculos depois e reúne mais de 45 cachoeiras

Cachoeiras e serras mostram um lado bem diferente da atividade mineradora

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Quase toda cidade que nasceu de uma corrida do ouro no Brasil transformou as minas em museu. No extremo norte da Chapada Diamantina , Jacobina seguiu o caminho contrário: a extração continua acontecendo debaixo da cidade, em galerias subterrâneas, enquanto as serras ao redor guardam dezenas de quedas d’água que quase não aparecem em roteiro de agência. É um destino que mistura economia pesada e água fria em poucos quilômetros.

Porque a rocha ainda entrega metal em volume competitivo. Segundo a Secretaria de Comunicação Social do Governo da Bahia , o município liderou a participação na produção mineral comercializada do estado, com 27% do valor negociado em janeiro de 2026 , à frente de Itagibá , Jaguarari e Santaluz .

O trabalho é feito por um conjunto de minas subterrâneas operadas pela Jacobina Mineração e Comércio (JMC) , hoje sob controle do grupo canadense Pan American Silver . Para dar noção de escala, a mesma Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) já registrava a cidade como maior arrecadadora estadual de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) , os royalties da mineração. Cada tonelada de rocha rende poucos gramas de ouro, o que explica os quilômetros de galerias abertos ano após ano.

Do século XVII , quando bandeirantes paulistas alcançaram as serras da região e encontraram o metal, episódio que colocou o lugar nos primeiros relatos sobre o interior baiano. O povoado virou vila poucas décadas depois e cresceu no vale entre elevações, a 463 metros de altitude, cercado por paredões que hoje definem o cartão-postal.

Essa herança aparece no traçado do centro e nos nomes que a cidade repete, mas o traço mais curioso é econômico: enquanto Ouro Preto e Diamantina viraram cidades de acervo, aqui a mineração seguiu como principal atividade produtiva. A Prefeitura de Jacobina aponta que o município fica a 330 km de Salvador e reúne patrimônio histórico visitável com apoio de guias locais.

Estão espalhadas pelas serras do entorno, muitas no distrito de Itaitu , reunidas no Parque das Cachoeiras , criado pela Bahiatursa em parceria com o município. Confira abaixo os pontos mais procurados:

O conjunto passa de 45 quedas d’água catalogadas, conforme o portal oficial do município , número que coloca a cidade em outro patamar de oferta natural frente a destinos nordestinos já consolidados, como vilas de pescadores premiadas pelo acolhimento .

Quem tem curiosidade sobre a Cidade do Ouro vai curtir este vídeo do canal Viaje com Norma , com mais de 12 mil visualizações, que apresenta a história e as paisagens de Jacobina , na Bahia .

A altitude no vale suaviza o calor típico do sertão baiano, e as manhãs frescas surpreendem quem espera temperatura alta o tempo inteiro. Veja abaixo o comportamento médio ao longo do ano:

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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