Chacina de Pioz: PF tinha operação preparada para prender assassino de família da PB antes de viagem à Espanha
Chacina de Pioz completa 10 anos com condenado a perpétua e processo em aberto na PB A Polícia Federal tinnha uma operação preparada, em 2016, para prender François Patrick Nogueira Gouveia, à época suspeito de matar o tio, a tia e duas crianças na cidade de Pioz, na Espanha, quando ele ainda estava em João Pessoa, na Paraíba.
A informação foi confirmada ao g1 pelo delegado Gustavo Barros, chefe da investigação no Brasil pela corporação. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Com a ida de Patrick Nogueira para o país Espanhol, onde já havia um mandado de prisão expedido, ele foi preso pelas autoridades locais e, posteriormente condenado à prisão perpétua pelas mortes dos familiares, que foram esquartejados e tiveram os corpos encontrados dentro de sacos plásticos.
No período em que a Chacina de Pioz completa uma década, o g1 relembra os principais acontecimentos e desdobramentos do caso em uma série de reportagens.
PF iria prender assassino na Paraíba De acordo com Gustavo Barros, um mandado de prisão expedido pela Justiça Brasileira havia sido emitido ao fim da tarde do dia antes que Patrick Nogueira desembarcou na Espanha, ou seja, no dia 18 de outubro de 2016.
No entanto, nunca chegou a ser cumprido.
Ele disse que essa coincidência de datas aconteceu por conta do prazo que levou para o pedido de prisão ser analisado pela Justiça.
O delegado disse que foram sete dias para emissão do mandado, que seria cumprido junto de busca e apreensão.
"No dia que saiu o mandado de busca e prisão, saiu no final da tarde (...) Na realidade quando saiu (a decisão da Justiça) Patrick já estava embarcando para a Espanha, só que a gente não sabia.
E na manhã seguinte, como de praxe, a gente foi cumprir essas medidas e enquanto a gente cumpria ele desembarcava lá na Espanha para ser preso, se entregando e tal.
E depois soube que isso foi negociado ao longo desses dias", explicou.
Gustavo Barros disse que, com a ida de Patrick Nogueira à Espanha, o processo sobre o crime no Brasil "perdeu objeto" e não tinha mais razão de existir, por conta do conjunto de leis sobre casos semelhantes vigente à época no país.
"E o que aconteceu com a chegada do Patrick lá na Espanha.
A nossa, a razão de existir, da nossa investigação acabava de acabar.
Porque um dos requisitos para o processo de julgamento do Brasil é de o agente estar aqui no país.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraíba.