Polícia faz operação contra expansão do Comando Vermelho em Paraty
A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriram, nesta quarta-feira, 16, 29 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de operar a expansão do Comando Vermelho em Paraty , na Costa Verde do Rio.
Os agentes estiveram em endereços da capital, das cidades de Paraty, Angra dos Reis e Nova Iguaçu e também em dois presídios.
Duas pessoas foram presas em flagrante.
A identidade delas não foi divulgada.
A ação, batizada de Operação Alba , foi conduzida pelo 5º Departamento de Polícia de Área (5º DPA) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP.
Segundo o Ministério Público, um inquérito policial apontou que o crime organizado tem avançado em áreas próximas ao Centro Histórico de Paraty, famoso internacionalmente pelo turismo e parte de um sítio reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.
Tráfico na região do Centro Histórico Investigações da Delegacia de Repressão aos Entorpecentes, da 1ª Promotoria de Justiça de Paraty e do Gaeco indicam que a Ilha das Cobras serve de ponto estratégico para o preparo, armazenamento e distribuição de drogas.
O local, perto do Centro Histórico, é classificado como de alta vulnerabilidade social pela Câmara de Paraty e é ocupado pelo CV há mais de uma década.
Ainda de acordo com as investigações, o crime organizado lucra na região com a extorsão de comerciantes, inclusive dos barqueiros que atuam no cais de Paraty, fora a venda de drogas.
Por causa do movimento de expansão da facção, Paraty também virou palco de casos de violência extrema e de circulação de armas.
Continua após a publicidade Comerciantes e moradores ameaçados O Gaeco apura relatos de proprietários que tiveram os seus estabelecimentos queimados nas últimas semanas porque se recusaram a pagar taxas impostas pelos criminosos.
Há depoimentos de pessoas que foram expulsadas de suas casa e ameaçadas de morte pelo mesmo motivo.
As investigações indicam que há três líderes do CV na região: Marcel Espírito Santo Souza, conhecido como Cebolão, preso em 2017; João Pedro Ferreira Francisco, o JP, preso em 2023; e Marcelo Silva de Melo Dutra Júnior, o Marcelinho, que também está na cadeia.
Diante de pedido do MP, a 4ª Vara das Garantias do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a transferência dos três para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu I, de segurança máxima.
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