Cientistas registram primeiro caso de anta com anomalia de pigmentação
Animal raro foi documentado por armadilhas fotográficas no Cerrado, dentro do Parque Estadual Veredas do Peruaçu, norte de Minas Gerais
Por meio de armadilhas fotográficas instaladas numa área protegida do Cerrado mineiro, cientistas registraram o primeiro caso de uma anta com anomalia de pigmentação. Ao contrário da típica coloração toda escura, o animal apresenta grandes manchas brancas que se estendem pela barriga, pernas e rosto. O registro inédito foi feito no Parque Estadual Veredas do Peruaçu, norte de Minas Gerais, durante o monitoramento realizado pela equipe do Instituto Biotrópicos.
A anomalia da pigmentação, ou piebaldismo, como definem os cientistas, é uma mutação genética que causa a ausência localizada de melanina em manchas bem delimitadas e assimétricas, enquanto os olhos e outras partes do corpo mantém a coloração normal da espécie. A condição é diferente do albinismo (ausência total de melanina, até mesmo dos olhos) ou do leucismo (perda total ou parcial de pigmento em todo corpo, mas olhos na coloração normal).
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A pigmentação diferente em tese pode representar uma desvantagem evolutiva, ao aumentar a visibilidade do animal na vegetação, explica Fernando Pinho, pesquisador do Instituto Biotrópicos. A anta ( Tapirus terrestris ) documentada, porém, é uma fêmea que não apenas já alcançou a idade adulta, como também conseguiu reproduzir com êxito – comprovado pelo filhote, com a coloração típica da espécie, que aparece ao lado dela nas imagens das câmeras.
O animal foi documentado pela primeira vez entre setembro e dezembro de 2024. Desde então, novos registros feitos pela equipe do parque indicam que a anta de cores anômalas continua circulando ativamente pelo parque mineiro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oeco.org.br — o conteúdo pertence a O Eco.