Vila Figo aposta em hotelaria de luxo em Trancoso e mira faturamento de R$ 8 milhões em 2026
Trancoso, no litoral sul da Bahia, se consolidou como um dos principais destinos de turismo de luxo do Brasil, e também como um mercado de oportunidades para empresários que apostam em hospitalidade, gastronomia e experiências de alto padrão.
É nesse cenário que o empresário mineiro Felipe Tiradentes investiu 5 milhões de reais de capital próprio na criação da Vila Figo, hotel boutique instalado ao lado da Igreja de São João Batista, no Quadrado.
Em operação desde janeiro, o empreendimento foi construído em menos de seis meses e estima faturar cerca de 8 milhões de reais em 2026.
A expectativa considera uma taxa média de ocupação de aproximadamente 60% ao longo do ano, com projeção de chegar a 100% durante a alta temporada, entre dezembro e fevereiro.
As diárias começam em 2.900 reais e o empresário estima recuperar o capital investido em aproximadamente dois anos.
“O investimento de aproximadamente R$5 milhões foi realizado integralmente com capital próprio.
Desde o início, decidimos assumir o risco do projeto porque acreditamos muito no potencial da Vila Figo e, principalmente, no mercado de hospitalidade de alto padrão em Trancoso”, afirma Felipe.
Continua após a publicidade A sazonalidade é um dos principais desafios para negócios ligados ao turismo em Trancoso.
Enquanto o Réveillon e os meses de verão concentram grande parte da demanda, os períodos de baixa temporada exigem estratégias para manter a operação ativa.
Por isso, a Vila Figo foi estruturada para não depender exclusivamente da hospedagem.
Além das oito suítes, o empreendimento reúne restaurante, eventos, experiências, ativações de marcas, parcerias e patrocínios.
Continua após a publicidade “Um dos principais pontos do nosso planejamento foi justamente não construir um negócio dependente apenas da hospedagem e da alta temporada”, explica Felipe.
O restaurante Doma, especializado em gastronomia de parrilla e aberto também ao público externo, deve representar cerca de 40% do faturamento do empreendimento.
A estratégia transforma o espaço gastronômico em uma fonte de receita independente da ocupação das suítes.
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