Cada vez mais pessoas querem ser enterradas dessa nova forma – e isso está mudando a aparência dos cemitérios
Os chamados cemitérios “naturais” ou “verdes” ganham espaço na França. Neles, a vegetação ocupa um papel central, substituindo parte do granito, do cascalho e das estruturas convencionais.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O chamado cemitério “ natura l” ou “ verde ” ganham espaço na França . Nele, a vegetação ocupa um papel central, substituindo parte do granito, do cascalho e das estruturas convencionais.
A proposta também chega às sepulturas paisagísticas, que podem receber plantas, pedras, areia ou simplesmente permanecer abertas para que a biodiversidade se desenvolva.
Em vez de uma cobertura inteiramente de pedra, a sepultura pode receber um espaço com terra e substrato, funcionando como um pequeno jardim personalizado.
A escolha dos elementos pode representar a personalidade ou as lembranças ligadas ao falecido. A proposta é reduzir o impacto ambiental associado às práticas funerárias.
Para isso, podem ser utilizados caixões de madeira local sem verniz, ausência de produtos tóxicos de embalsamamento e flores da estação.
A tendência permite que cada local de despedida tenha características próprias. Entre as possibilidades destacadas pela matéria estão:
Mais do que uma mudança estética, a ideia é criar um ambiente de contemplação integrado à natureza.
O cemitério natural de Souché, em Niort, é considerado pioneiro. Em Lyon, o cemitério de Guillotière testa desde 2025 um espaço natural com 140 vagas, enquanto Paris também criou áreas ecológicas em seus cemitérios. A França possui mais de 40 mil cemitérios.
Segundo Franck Vasseur, das pompes funèbres L’autre rive, muitas famílias procuram alternativas às sepulturas convencionais tanto por razões ambientais quanto pelo desejo de ter um lugar de homenagem mais sereno e próximo da natureza.
Os números indicam que a preocupação ambiental já chegou ao setor funerário. Uma pesquisa do Crédoc de 2024 apontou que 59% dos franceses consideram importante levar a ecologia em conta nos funerais . A cremação também pode representar 50% das cerimônias até 2030, segundo a Association Française d’Information Funéraire.
No exterior, experiências ainda mais radicais já aparecem. Na Dinamarca, por exemplo, uma área foi deixada propositalmente “selvagem”, com flores e vegetação crescendo livremente.
As sepulturas podem ser identificadas por coordenadas GPS, garantindo que o local seja encontrado mesmo em meio à vegetação.
Em resumo , o cemitério do futuro pode ter cada vez menos aparência de um espaço dominado por pedras e mais características de um jardim. A mudança combina sustentabilidade, memória e uma nova maneira de lidar com a despedida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.