Site pagará R$ 10 mil à moradora de MS exposta em falso anúncio sexual
Uma mulher que teve nome, fotos, telefone e endereço usados sem autorização em anúncios de serviços sexuais será indenizada em R$ 10 mil pela plataforma onde o conteúdo foi publicado.
É o que traz decisão da 1ª Câmara Cível do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que manteve, por unanimidade, a condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos morais.
Segundo o processo, terceiros criaram os anúncios com os dados da vítima, que passou a receber mensagens e contatos de interessados nos supostos serviços.
A situação chegou ao seu ambiente de trabalho.
Assim, ao descobrir a fraude, a mulher comunicou à plataforma, que retirou a primeira publicação.
No entanto, novos anúncios voltaram a expor suas informações, obrigando a mulher a denunciar novamente.
A repetição foi determinante para a manutenção da condenação.
Para a relatora, juíza convocada Denize de Barros Dodero, após ser informada sobre o uso fraudulento dos dados, a empresa deveria ter adotado medidas eficazes para impedir novas publicações.
Denúncia não impediu repetição – No recurso, a plataforma argumentou que apenas hospedava conteúdos produzidos por terceiros e que não poderia ser responsabilizada pelos anúncios.
Também afirmou ter tomado as providências necessárias após receber as denúncias, questionou a fundamentação da sentença e sustentou que não deveria responder à ação.
A relatora rejeitou os argumentos.
Conforme a decisão, a responsabilidade da empresa não decorre simplesmente de hospedar os anúncios, nem de uma obrigação de fiscalizar previamente tudo o que os usuários publicam.
O problema foi a insuficiência das medidas adotadas após a plataforma tomar conhecimento da fraude.
O julgamento também considerou que a associação do nome, das fotografias e dos contatos da mulher à oferta de serviços sexuais atingiu sua honra, privacidade e dignidade.
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