Justiça condena Miguel Falabella por plágio e define indenização; saiba detalhes Justiça condena Miguel Falabella por plágio e define indenização; saiba detalhes
A Justiça do Rio de Janeiro condenou Miguel Falabella por plágio de uma tradução da peça “The School for Scandal”, escrita pelo dramaturgo irlandês Richard Brinsley Sheridan (1751-1816).
Segundo informações de Rogério Gentile, do jornal Folha de S.
Paulo, o ator e diretor deverá indenizar o tradutor Alípio Franca Neto após a sentença apontar a violação.
De acordo com o jornalista, que teve acesso à ação, Franca Neto afirmou que a peça de Falabella utilizou seu trabalho, publicado em 1997 pela editora Papirus, sem autorização e o devido crédito.
Segundo o tradutor, o diretor ainda declarou publicamente ser ele próprio o responsável pela tradução.
LEIA TAMBÉM: Miguel Falabella explica por que só recentemente foi revelar ter dois filhos: ‘Tenho um netinho’; assista Miguel Falabella surpreende ao anunciar que vai deixar a atuação e revela próximo passo da carreira: “Quem beijou, beijou”; assista A montagem brasileira de Falabella foi intitulada como “A Escola do Escândalo” e estreou em 2011.
Franca Neto contou à Justiça que a sua versão tinha características próprias, com jogos de palavras, trocadilhos, construção sintática incomum, além de nomes próprios ricos em sentidos.
Conforme Gentile, o tradutor citou na ação a similaridade entre as expressões usadas por Falabella, nomes de personagens, estilo e inventividade.
“ É impossível se falar em coincidência “, declarou.
Com um elenco de 10 atores, “A Escola do Escândalo” era protagonizada por Maria Padilha, Tonico Pereira, Bruno Garcia e Rita Elmôr. (Foto: Globo/Fábio Rocha; Divulgação) O diretor se defendeu no processo ao afirmar que “The School For Scandal” é de domínio público, sendo passível de ser traduzida por qualquer pessoa independentemente de autorização.
Segundo Gentile, Falabella disse que é comum haver coincidências nesse tipo de situação, pois o trabalho intelectual dos tradutores parte do mesmo texto.
“ Semelhanças são inevitáveis “, argumentou o artista.
Ele declarou que as palavras e expressões usadas por Franca Neto não são criações próprias, mas vernáculos comuns na língua portuguesa.
A defesa ainda afirmou que Falabella adaptou a peça ao contexto brasileiro, deixando-a mais atual e acessível ao público, e modificou até a ordem dos acontecimentos e falas dos personagens. [anuncio] Sentença A Justiça do Rio não aceitou a argumentação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em hugogloss.uol.com.br — o conteúdo pertence a Hugo Gloss.