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Londres libera carros autônomos na Uber, mas mantém motorista a bordo

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Londres libera carros autônomos na Uber, mas mantém motorista a bordo

Táxis autônomos em Londres começaram a aceitar passageiros pelo aplicativo da Uber nesta quinta-feira (3), com 15 carros da empresa Wayve e um motorista de segurança a bordo.

Os veículos modificados da Ford Mustang circulam como carros de transporte particular e podem ser chamados e destravados pelo aplicativo. Um motorista habilitado permanece no banco da frente para assumir o controle se necessário ou se o passageiro pedir.

A quantidade inicial de veículos é pequena diante dos mais de 100 mil carros de transporte particular que circulam na capital britânica. Cerca de 100 mil usuários da Uber em Londres se cadastraram para fazer viagens em carros autônomos.

A Transport for London autorizou a Uber e a Wayve a operar os carros em agosto, mas exige a presença do motorista de segurança. A autorização para veículos sem qualquer motorista depende de outro processo do governo britânico e da Agência de Padrões para Motoristas e Veículos.

Alex Kendall, cofundador e presidente-executivo da Wayve, afirma que a tecnologia ainda está em desenvolvimento. "Não quero estabelecer um prazo, mas estamos avançando o mais rápido possível", disse, em declaração divulgada pela empresa.

A Wayve usa um modelo de inteligência artificial que aprende a dirigir, em vez de se basear nos mapas adotados por concorrentes como a Waymo, da Alphabet. A empresa planeja usar novos Nissan Leaf equipados com sua tecnologia e diz que ainda precisa validar indicadores de segurança e obter autorização regulatória.

Waymo, controlada pelo Google, e a chinesa Baidu também testam táxis autônomos em Londres. A Uber lançou neste ano um serviço comercial de robôs-táxi em Zagreb, na Croácia, também com motorista a bordo.

Sarfraz Maredia, responsável pela mobilidade autônoma da Uber, diz que o serviço pode ficar mais seguro e barato ao longo do tempo. "Hoje, ninguém consegue operar veículos autônomos por menos do que uma corrida tradicional com motorista, então isso vai levar um tempo para ser comprovado", afirmou, em declaração divulgada pela Uber.

O sindicato GMB alertou para os efeitos da expansão desses veículos sobre trabalhadores do setor. David McMullen, dirigente da entidade, disse que o lançamento exige cautela diante do risco de "níveis sem precedentes de disrupção social e econômica".

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