Reduto histórico do PT, Bahia chega à eleição com disputa pelo governo em empate técnico
Mesmo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando com folga na Bahia e duas décadas de governos petistas no estado, o PT chega à eleição de 2026 sem a vantagem confortável de outros pleitos.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) está tecnicamente empatado com ACM Neto (União), ex-prefeito de Salvador, numa disputa que expõe os limites da transferência da força eleitoral do presidente para seu candidato ao governo.
Pesquisa Real Time Big Data publicada em 9 de setembro registrou Jerônimo com 45% das intenções de voto e ACM Neto com 44% no primeiro turno.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas O cenário de equilíbrio já aparecia meses antes.
Pesquisa Quaest divulgada em abril mostrava ACM numericamente à frente, com 41%, enquanto Jerônimo marcava 37%.
Com margem de erro de três pontos percentuais, os dois já estavam tecnicamente empatados.
Força de Lula não se transfere integralmente para Jerônimo A competitividade da disputa estadual contrasta com a vantagem de Lula na Bahia, estado com 11,3 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, o maior colégio eleitoral do Nordeste e o quarto maior do Brasil.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada em 9 de setembro indica que Lula concentra 55% das intenções de voto no estado, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 24%.
Os números mostram que a força eleitoral do presidente não se transfere integralmente para o candidato do PT ao governo.
Marco Antônio Teixeira, coordenador do mestrado e doutorado em Gestão e Políticas Públicas da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), explica que Lula possui uma liderança carismática e um prestígio pessoal muito fortes na Bahia, superiores à força do próprio PT local.
Segundo ele, quando uma liderança regional não alcança o mesmo grau de apelo, parte do eleitorado não transfere automaticamente o voto para o candidato do partido ao governo.
“Essa eleição está repetindo um pouco, sobretudo, o que foi a última eleição.
É um estado polarizado.
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