Doutora antes dos 25 anos, estudante passa em concurso mas é impedida de assumir: 'Só quero exercer meu direito de trabalhar'
Doutora antes dos 25 anos, estudante passa em concurso mas é impedida de assumir Uma mulher de 29 anos foi aprovada em um concurso público para atuar como professora, mas afirma ter sido impedida de tomar posse apesar de considerar ter plena capacidade para o exercício da função.
Manoella Treis, que foi notícia nacional ao se tornar doutora com menos de 25 anos, em 2021, tem Transtorno do Espectro Autista (TEA) e faz tratamento para uma condição autoimune chamada doença inflamatória tipo 2.
Ela faz aplicação de medicamento injetável três vezes ao mês. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Por conta da necessidade de tratamento contínuo, a instituição considerou que a infraestrutura de saúde disponível da cidade onde ela iria lecionar era insuficiente para as suas necessidades de saúde.
A vaga para que Manoella passou é de professora de Administração no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), em Veranópolis, na Serra Gaúcha.
Em nota, o IFRS diz que "a conclusão foi de incompatibilidade de exercício da docência no município escolhido para o exercício da profissão devido à falta de estrutura de saúde".
Leia a íntegra abaixo.
Com o objetivo de tentar reverter a decisão, a pesquisadora entrou com uma ação na Justiça.
“Confio que a Justiça fará cumprir a lei, garantindo não apenas a minha reparação, mas abrindo precedentes para que outras pessoas com deficiência não venham a sofrer o mesmo constrangimento.
Eu só quero exercer o meu direito de trabalhar naquilo que escolhi, me dediquei e conquistei por mérito”, diz a pesquisadora. 🎓 Em 2021, Manoella concluiu o doutorado em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aos 24 anos, 11 meses e três dias.
Manoella defendeu a tese "Análise da Formação de Agenda Governamental sobre Políticas Públicas para Mulheres Portadoras de Endometriose: Um estudo de caso sobre o Brasil e a Austrália".
Ela escolheu o tema por viver com a condição.
A pesquisa foi concluída em 18 meses.
Na sequência, ela passou por um processo administrativo na UFRGS, que autorizou a defesa em menos de dois anos.
Ao final, defendeu seu trabalho com 19 meses.
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