Vinte anos depois da tragédia que matou 86 toneladas de peixes, rio no RS ainda enfrenta desafios contra a poluição
Vinte anos depois da tragédia que matou 86 toneladas de peixes, como está rio no RS Em outubro de 2006, um episódio de contaminação provocou a morte de milhões de peixes e afetou centenas de famílias que dependiam da pesca para sobreviver no Rio do Sinos, no Rio Grande do Sul.
Ao todo, 86 toneladas de peixes mortos foram retiradas das águas.
Duas décadas após uma das maiores tragédias ambientais já registradas no estado, as marcas deixadas pela mortandade de peixes seguem presentes.
Mesmo com avanços na fiscalização, especialistas alertam que o rio continua vulnerável à poluição. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Com cerca de 190 quilômetros de extensão, o Rio dos Sinos nasce nas encostas de Caraá e deságua no Delta do Jacuí, em Canoas.
Ao longo do trajeto, cruza 30 municípios de uma das regiões mais urbanizadas e industrializadas do estado, onde vivem quase 1,5 milhão de pessoas.
Foi em um trecho entre Sapucaia do Sul e Nova Santa Rita que ocorreu o desastre que chocou moradores da região.
Na época, quem vivia às margens do rio acordou diante de uma cena impressionante: a superfície da água estava tomada por peixes mortos.
"Não se via água", relembra o balseiro Clausi Silva da Rosa.
Além do impacto ambiental, mais de 700 famílias ligadas à atividade pesqueira sofreram as consequências do episódio.
Mesmo passados 20 anos, a reparação dos danos ainda é discutida na Justiça.
Duas ações movidas pelo Ministério Público seguem em andamento.
Em uma delas, foi estabelecida uma condenação que soma mais de R$ 8,3 milhões por danos morais coletivos, mas a decisão ainda é alvo de recursos.
A segunda ação aguarda julgamento após ser encaminhada para sentença.
Descarte irregular Em outubro de 2006, uma contaminação provocou a morte de milhões de peixes no Rio do Sinos Reprodução/ RBS TV Os resíduos tóxicos chegaram ao Rio dos Sinos por meio do Arroio Portão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.