"É justo julgar antes?": a postura e os recados de Seedorf na primeira entrevista no Corinthians
Seedorf sobre chegada ao Corinthians: "É uma grande oportunidade pra mim" Clarence Seedorf chegou à sala de imprensa do CT Joaquim Grava nesta quarta-feira com apito pendurado no pescoço e carregando papéis com desenhos táticos.
Ele havia acabado de dar o primeiro treino no Corinthians, retomando a carreira de técnico paralisada por sete anos.
Um hiato que o holandês se preparou para explicar na sua apresentação. + Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp O questionamento sobre a incipiente carreira de treinador veio logo na primeira pergunta e pautou boa parte da entrevista coletiva, que teve a participação de cerca de 150 profissionais - muito acima da média.
Sala de imprensa do CT Joaquim Grava lotada para apresentação de Seedorf como treinador do Corinthians Gabriel Oliveira Seedorf usou a vitoriosa carreira como jogador, com direito a quatro títulos de Liga dos Campeões da Europa por três clubes, como anteparo para as dúvidas sobre seu trabalho como técnico. — Eu não fiquei sem estar no futebol, sempre estive próximo.
Longe de um clube, não queria pegar as coisas que estavam me oferecendo, não acreditava nos projetos.
Tive outros papéis como conselheiro e dirigente e analisando jogos de um nível alto, de Champions League.
Eu vivi 30 anos nessa parte com os maiores treinadores do mundo — disse na primeira resposta, citando uma ideia que repetiu, com diferentes formulações, em outros momentos da entrevista.
LEIA MAIS: + Como foi o primeiro treino de Seedorf no Timão + Ex-atacante diz que foi convidado por Seedorf para ser da comissão + Stabile avisa a aliados que não será candidato Seedorf no Corinthians: as proibições e polêmicas do novo técnico Quando perguntado se durante os sete anos sem treinar uma equipe acompanhou o futebol brasileiro para saber quem são os adversários do Corinthians, Seedorf sustentou que não é preciso conhecê-los.
Mais uma vez, recorreu à trajetória como atleta. — Quando eu jogava, muitas vezes não sabia contra quem jogava no mesmo dia.
Minha mentalidade era saber o que fazer com o meu time.
Como treinador é diferente.
Hoje em dia o treinador não precisa ver praticamente nada para saber sobre o adversário, tem muita gente boa para trabalhar aqui. — Eu joguei em vários clubes do mundo e, no final, a bola é redonda e são 11 jogadores contra 11.
Joguei futebol 40 anos da minha vida, conheço futebol e não preciso de muito tempo para conhecer os jogadores que vamos enfrentar.
Clarence Seedorf em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, em sala lotada de jornalistas Rodrigo Coca/Agência Corinthians Nas questões em que precisou responder sobre tática, estilo de jogo e influência de problemas extracampo, Seedorf tergiversou.
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