Justiça barra candidatura de advogado citado por facção no Amapá
O TRE-AP ( Tribunal Regional Eleitoral do Amapá) indeferiu nesta semana a candidatura do advogado Hugo Barroso Silva, o Dr. Hugo (Republicanos), a deputado estadual por suspeita de ligação com uma facção criminosa. Ele nega as acusações.
Quatro dos sete juízes do TRE do Amapá apoiaram o indeferimento do registro. A decisão se baseia no dispositivo da Constituição que proíbe partidos de usar organizações paramilitares, armadas ou de natureza semelhante.
Vedação constitucional pode ser aplicada na análise das candidaturas, sustentou a procuradora eleitoral Sarah Cavalcanti de Britto. "A Constituição Federal veda expressamente a utilização de organizações criminosas por partidos políticos; é norma autoaplicável", afirmou.
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Processo reúne conversas interceptadas nas quais integrantes presos da Família Terror do Amapá citam Dr. Hugo como interlocutor. Mensagens do líder Ryan Richelle dos Santos Menezes, conhecido como "Tio Chico", mencionam o contato do "Adv Hugo" e um suposto esquema no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá.
Segundo a procuradora, o contato do advogado era associado à confiança de lideranças da facção para providenciar supostos esquemas criminosos. "O nome de Hugo era difundido como uma pessoa central no esquema", declarou Britto.
Dr. Hugo atuou em defesa própria no julgamento e classificou o indeferimento como "ridículo" nas redes sociais. Ele afirmou que as acusações foram feitas sem procedimento legal, investigação e elementos mínimos.
Agora virou moda: é briga política daqui, briga política dali, e, no meio disso tudo, surgem alegações de suposta integração de organização criminosa. Isso está ficando ridículo. É o cúmulo do absurdo! Dr. Hugo, no Instagram
Em 25 de agosto, o TRE-AP cassou o diploma do suplente de vereador de Macapá Luanderson de Oliveira Alves, o Caçula. O tribunal declarou a inelegibilidade dele e do intermediário Rosemiro de Carvalho Freitas, o Bira, por oito anos.A Corte reconheceu que Caçula se beneficiou da estrutura e do domínio territorial da Família Terror do Amapá nas eleições de 2024.
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