Tarcísio defende investigação sobre ‘Dark Horse’, que traz a trajetória de Jair Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu nesta terça-feira (25) as investigações sobre a produtora do “Dark Horse”, filme que trata da trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
E falou que a instituição vai compartilhar as provas do caso com a Polícia Federal, segundo determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Obviamente, se tem uma determinação judicial, a determinação vai ser cumprida”, afirmou o governador de São Paulo.
“As investigações seguem o rito estabelecido na legislação.
Nós temos profissionais que estão à frente conduzindo esse caso e, à medida que as determinações judiciais vão aparecendo, elas vão sendo cumpridas também.” A Polícia Civil investiga se a Go Up Entertainment, da empresária Karina da Gama, recebeu recursos desviados da Prefeitura de São Paulo.
A investigação apura indícios de irregularidade no contrato firmado entre uma entidade gerenciada por Karina e a gestão Ricardo Nunes (MDB) para fornecimento de wi-fi em bairros da periferia.
Já a PF apura se a produtora recebeu dinheiro de emendas parlamentares.
Tarcísio participava de um evento contra a violência de gênero em Santana, na zona norte da cidade, quando foi questionado sobre o caso e sobre queixas de adversários petistas de que a investigação da Polícia Civil estava paralisada — a operação de busca e apreensão na produtora ocorreu há quase três meses.
“Isso [insinuação de demora proposital] é um desrespeito com a Polícia de São Paulo.
É uma polícia extremamente profissional, é uma polícia de Estado, não é uma polícia de governo”, disse Tarcísio.
A Polícia Civil de São Paulo tem materiais apreendidos em uma operação ocorrida em junho em endereços de Karina a produtora Go Up e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), também presidido por ela, além de informações financeiras sigilosas cujo acesso foi autorizado pela Justiça.
O contrato do ICB com a prefeitura para fornecimento de Wi-Fi era de R$ 108 milhões.
Ao pedir autorização para as buscas, em junho, a polícia afirmou que havia confusão contábil entre os caixas da Go Up e do instituto e que parte do dinheiro público poderia ter ido parar nas contas da produtora.
A defesa de Karina prestou informações à polícia e declarou que o “Dark Horse” custou R$ 75 milhões.
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