Daniel Vorcaro pede soltura ao STF e cita indefinição no caso Master
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (18), a revogação da prisão preventiva. Os advogados encaminharam a solicitação ao presidente da Corte , Edson Fachin, enquanto o tribunal ainda discute a condução de processos relacionados ao caso Master .
Vorcaro está preso desde 4 de março no âmbito da Operação Compliance Zero. A última reavaliação da medida ocorreu em 25 de junho, quando o ministro André Mendonça decidiu manter a prisão.
A defesa concentra parte do pedido no período em que Vorcaro permanece preso sem uma nova análise da medida. Segundo os advogados, o prazo para essa reavaliação terminou no fim de agosto. Além disso, a petição questiona fundamentos usados anteriormente para manter o ex-banqueiro preso.
A defesa cita os bloqueios patrimoniais e contesta a relação com o caso Master de episódios envolvendo uma suposta intimidação e valores encontrados na conta do pai do ex-banqueiro. Os advogados ainda argumentam que medidas já adotadas teriam reduzido riscos ligados ao patrimônio e à influência econômica de Vorcaro.
Caso o Supremo não conceda a liberdade, a defesa pede a substituição da prisão por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições de deslocamento.
A defesa encaminhou o pedido a Fachin por considerar que ainda há uma indefinição sobre quem deve conduzir os processos relacionados ao caso Master. Na petição, os advogados afirmam que "a paralisação dos feitos não pode paralisar a garantia da liberdade", ao argumentar que esse impasse não deve impedir a revisão da prisão.
O tema também apareceu na sessão do STF de 15 de setembro, quando os ministros discutiram a condução de processos relacionados ao Master e ao INSS. Durante o debate, Fachin rebateu a interpretação de que teria assumido essas relatorias. "Em momento algum destituí relator algum. Vossa Excelência parte da premissa de que eu avoquei as relatorias dos casos Master e do INSS. Isso não é verdade. Isso não ocorreu, embora o ministro Gilmar tenha pedido que eu fizesse", afirmou.
Agora, Fachin poderá analisar o pedido de soltura. Caso rejeite a solicitação, a defesa ainda poderá recorrer ao plenário do STF.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.