Candidatos iniciam debate com foco em segurança e críticas à educação
O primeiro bloco do debate entre os candidatos à Presidência da República realizado pela TV Bandeirantes foi marcado por críticas dos presidenciáveis aos ausentes.
Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) foram os únicos que compareceram aos estúdios da emissora em São Paulo neste domingo (23) e mantiveram o foco do primeiro bloco em propostas para Segurança Pública e críticas ao estado da Educação no Brasil.
O candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos, disse que vai decretar GLO (Garantia da Lei e da Ordem) em regiões afetadas pelo crime organizado.
Também propôs a criação de “super presídios”, com capacidade de ampliar as vagas no sistema carcerário em até 500 mil.
Leia Mais Cury volta atrás e decide participar de debate "em respeito" a Band Lula, Flávio e Zema faltam a debate diante de eleitor travado nas pesquisas Na chegada ao debate, Renan critica Lula e Flávio por ausência no encontro Na primeira etapa do debate, Renan Santos também afirmou que vai intervir nos estados que não “atuarem na destruição” do crime organizado, caso seja eleito.
O candidato citou Ceará e Bahia, comandados por Elmano de Freitas (PT) e Jerônimo Rodrigues (PT) , respectivamente, como exemplo dos estados que podem ser alvo de intervenção federal em seu governo.
“Se os governadores do Ceará e da Bahia forem reeleitos, eu vou fazer uma intervenção caso eles não desejem enfrentar o crime organizado.
Essa será a guerra” , disse Renan.
Já o candidato Ronaldo Caiado propôs confiscar os bens de agressores de mulheres e transferí-los às famílias das vítimas de feminicídio.
Na avaliação do ex-governador de Goiás, a medida é uma maneira de “penalização educativa”.
“A pessoa normalmente agride a mulher porque se acha dono dela.
É assim que esse covarde trabalha.
Nessa hora, vou apresentar ao Congresso o confisco dos bens deste covarde.
Além de ter uma pena ampliada de 20 a 40 anos anos de acordo com o grau da violência, esse cidadão não terá o benefício da diminuição da pena antes de cumprir 90% dela”, afirmou Caiado.
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